A Associação Paranaense do Ministério Público  entidade de classe que congrega promotores e procuradores de Justiça do Estado do Paraná,(APMP) publicou  nota em defesa da promotora palmense, Dunia Serpa Rampazzo que com o apoio do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado – GAECO), deflagram a operação Atrox para apurar  indícios de conduta criminosa pelo Delegado de Polícia de Matinhos, no litoral do Estado. Foram efetuados pedidos de busca e apreensão e de decretação de prisão preventiva contra o Delegado e outras três pessoas, entre elas um traficante interestadual, foragido da Justiça.

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As investigações duraram oito meses e começaram enquanto promotores monitoravam um traficante de Ibaiti, líder de uma organização, que estava foragido. No decorrer, um policial militar e o sogro do prefeito da cidade foram monitorados e presos durante uma viagem a Matinhos, com certa quantidade de droga.

Segundo as investigações, o objetivo era de levar para o traficante foragido. Os dois foram conduzidos até a Delegacia de Polícia de Matinhos, onde ficaram detidos durante uma noite. No dia seguinte, o delegado teria liberado a dupla. Conforme a promotora Dúnia Serpa Rampazzo, o chefe de polícia teria adulterado peças do inquérito policial ao receber algum valor em propina.

A Associação dos Delegados de Polícia do Estado do Paraná (Adepol-PR), disse que já foram tomadas as providências cabíveis para garantir ao delegado seus direitos “e defender a busca da verdade real no caso”. Conforme a Associação, até que se prove o contrário, defende a inocência do delegado, “até porque em outros episódios dessa natureza, a justiça em foro liminar Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) anulou os decretos de prisão expedidos por ausência de justa causa”, finaliza a nota.

O Sindicato dos Delegados de Polícia(SIDIPOL) também  se manifestou contrário a ação do Ministério Público.  Diante dos posicionamentos, a Associação dos Promotores destacou que mesmo que no Estado Democrático de Direito se aplique a livre manifestação do pensamento, tem-se que o respeito, a lisura, a civilidade, a urbanidade, a veracidade, a lealdade e a boa-fé devem nortear as relações sociais e profissionais. Declarações com tom ofensivo,  leviano e sem qualquer embasamento fático, tentando colocar em constrangimento agentes ministeriais, representam menoscabo à Instituição e, por via reflexa, atingem toda a sociedade.

Em nota a APMP reiterou  sua confiança no trabalho realizado pelos agentes ministeriais Dunia Serpa Rampazzo, Renato de Lima Castro, Jorge Barreto da Costa e Leonir Batisti, atestando sua lisura, imparcialidade, dedicação e competência, disponibilizando-lhes os meios para buscar a reparação cível e criminal contra seu ofensor.