O deputado federal Assis do Couto (PT-PR) assume como novo presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, na Câmara Federal. O nome do deputado foi escolhido por votação, na noite da última terça-feira (25), durante reunião da bancada do PT na Câmara. Assis tomou posse como presidente durante a instalação da comissão, na tarde desta quarta-feira (26).

Assis do Couto foi o escolhido para assumir a comissão pelo perfil discreto como parlamentar e militância em questões ligadas aos direitos humanos, como a luta pelo acesso à terra, a produção de alimentos saudáveis, a melhoria na vida dos agricultores familiares, e o trabalho em defesa das pessoas com deficiência.

“Eu abri mão de um propósito, da presidência da Comissão de Agricultura, para facilitar a decisão do PT em escolher a Comissão de Direitos Humanos. E, assim, impedir que neste ano a comissão seja exposta a uma ação preconceituosa, inclusive em relação às minorias que ela deveria defender”, afirma o deputado.

Como novo presidente, Assis defende a ideia de diversificar a pauta da comissão. Para ele, é preciso recolocar a Comissão de Direitos Humanos no seu devido lugar, junto com as forças e movimentos que representam os direitos humanos. Para debater as pautas prioritárias na comissão, Assis pretende fazer uma reflexão e um debate com a mesa diretora da comissão, a bancada do PT, e outras bancadas que trabalham com os Direitos Humanos e movimentos sociais.

“A minha filha caçula é especial e nem por isso eu acho que a comissão precisa ser pautada só pela defesa da pessoa com deficiência. Direitos Humanos é uma questão ampla. Tem a ver com a luta pela terra, com o campo, com as causas indígenas e quilombolas no País. A comissão tem a ver com a garantia da liberdade de expressão, mas também precisa se preocupar com a violência nos protestos. A minha história de vida está muito ligada a estes temas. E, naturalmente, existem outros temas que não tenho militância direta, como o movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bisexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros), por exemplo. Eu vim do interior; do campo. Mas sempre apoiei a defesa destas minorias”, discorre o deputado.