O deputado Assis do Couto participou, nesta terça-feira (03), de uma reunião com a liderança da greve dos caminhoneiros no Brasil. Durante a reunião, os caminhoneiros definiram uma nova pauta de negociações com o governo federal. Participaram da reunião lideranças dos estados de Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Assis articula com o governo federal para que as lideranças do movimento sejam recebidas pelo ministro Miguel Rossetto, encarregado do governo para resolver a greve, e com o líder do governo, deputado José Guimarães.

A maioria das lideranças veio a Brasília de caminhão. Os veículos estão no estacionamento do Estádio Mané Garrincha e deve haver uma carreata, ainda na terça-feira pela Esplanada dos Ministérios, na capital federal. Os caminhoneiros, a maioria autônomos e pequenos empresários, reuniram-se na noite de segunda-feira (02) no gabinete do deputado Assis do Couto até às 10h e na terça-feira pela manhã, na Comissão de Direitos Humanos e Minorias, para buscar um consenso na formatação da pauta de reivindicações.

“Desde o começo eu percebia que o movimento surgiu muito espontaneamente. Não foi um movimento que tinha uma coordenação, um comando. E acho que o governo nunca tinha negociado com um movimento desta natureza. Por isso, a dificuldade”, avaliou o deputado. Para ele, os protestos são legítimos e os caminhoneiros passam por uma crise. “Temos um passivo que está acumulado ao longo dos anos e agora chegamos a beira de um colapso, principalmente dos pequenos empresários e autônomos. Aí vem a alta do óleo diesel de última hora e explodiu o movimento”, complementou.

Assis também afirmou que, pela falta de entendimento com o governo federal, o movimento dos caminhoneiros gerou reflexos em todo o País. “Várias regiões, principalmente no Sul, passam por este momento delicado. Sem combustível, sem gás de cozinha, e já faltando alguns alimentos nas prateleiras”, completou.

Segundo o parlamentar, é preciso que o governo dê garantias para os caminhoneiros e tome medidas urgentes para atender as demandas justas da categoria. “Neste momento, o que eu posso oferecer é meu apoio à luta, além de meu gabinete que está a disposição de qualquer cidadão brasileiro que queira pedir apoio a questões justas como esta, e esta Comissão de Direitos Humanos e Minorias, que eu estou presidente enquanto não há nova eleição”, afirmou.