Aconteceu na manhã de quarta-feira (16), no Centro de Eventos Plínio Arlindo de Nês, em Chapecó, oeste de Santa Catarina, a assinatura da ordem de serviço para o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental e o Projeto para a construção da Ferrovia do Frango ou da Integração, ligando Dionísio Cerqueira, no extremo oeste do Estado, até os portos catarinenses.

O ato contou com a presença do ministro dos Transportes, Paulo Sérgio de Oliveira Passos, da ministra do Planejamento, Miriam Belchior, da secretária dos direitos humanos, Ideli Salvatti, do Governador Raimundo Colombo, entre outras lideranças regionais.

Traçado prévio
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Traçado prévio

O traçado prévio da ferrovia de 862 quilômetros, prevê a saída de Dionísio Cerqueira, passando por São Miguel do Oeste, Chapecó, Herval D’Oeste, Ponte Alte, Blumenau e Itajaí. Mas também existe um movimento para ela passe pelo Planalto Norte, chegando ao porto de São Francisco do Sul. Para o deputado federal Pedro Uczai, presidente da Frente Parlamentar da Ferrovias, é importante que a obra passe pela região central do Estado, para que fique próxima de rodovias como as BR-282 e 470, e assim, escoar a produção agrícola de maneira mais barata, visto que os produtores terão mais pontos de carga e descarga.

Por sua vez, o governador catarinense defendeu os critérios técnicos, alegando não ter preferência pelo traçado, reforçado pela declaração do ministro dos Transportes, Paulo Passos, de que o estudo de viabilidade é que vai indicar qual o melhor trajeto.

O estudo técnico deverá levar dez meses para ser concluído. O projeto de construção mais doze meses. Nessa primeira etapa, serão investidos R$ 46,5 milhões. Com a obra licitada, o custo estimado será de R$ 6 bilhões. A expectativa é de que até 2022, a obra esteja concluída.

Além da Ferrovia do Frango, Santa Catarina também trabalha sobre a construção da Ferrovia do Milho, a Norte Sul, que também já está em estudo, com um traçado entre Panorama (SP)/Chapecó e Porto de Rio Grande (RS).