A Araupel divulgou nota ontem (10) acusando o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de promover um incêndio criminoso que acabou por atingir uma reserva legal. De acordo com a empresa, os focos de incêndio começaram em uma área de reflorestamento devastada pelos sem-terra e se alastrou durante o dia.

Foram três focos de incêndio nas proximidades do acampamento Herdeiros da terra de 1.º de maio, que fica na divisa dos municípios de Rio Bonito do Iguaçu e Quedas do Iguaçu, região Centro-Sul do Paraná. Ao todo, 186 hectares ficaram em chamas.

O MST refutou a acusação e também classificou o incêndio como criminoso. De acordo com Wellington Lenon, que integra o movimento, os próprios integrantes do MST auxiliaram no combate às chamas. Ele ainda ressaltou que é preciso identificar os responsáveis pelo ato que teria sido praticado para incriminar o movimento.
Seca

De acordo com dados do Corpo de Bombeiros, entre 21 de junho até ontem foram registrados 1.355 casos de incêndios em vegetações e em florestas no estado – 40,2% a mais do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando a corporação atendeu a 966 ocorrências do tipo. A forte massa de ar seco, que tem mantido há quase três semanas o céu azul e as temperaturas elevadas em todo o Paraná, é a principal causa desse aumento no número de incêndios ambientais no estado desde o início do inverno.

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