Foi realizada no último sábado (22), em Curitiba, a Assembleia Estadual da APP-Sindicato (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Paraná). Em meio à debates e discussões, os professores paranaenses definiram a sua participação na greve nacional, com paralisação total no dia 19 de março, dentre outras mobilizações.

Conforme a presidente do sindicato, Marlei Fernandes, foram definidos 3 dias de mobilização intensa no mês de março. Segundo ela, no dia 17, serão realizados debates nas escolas, bem como a entrega de uma carta, contendo as reivindicações da classe docente, aos prefeitos municipais que irão participar da marcha dos prefeitos em Brasília. No dia 18, serão ministradas aulas de 30 minutos, onde os professores participarão de passeatas em defesa da saúde dos professores e de um novo modelo de atendimento à saúde dos servidores. Segundo Fernandes, a mudança no SAS (Sistema de Atendimento ao Servidor), já é discutida há mais de 10 anos, com promessa de alterações por parte do governador Beto Richa.

Informou que no dia 19, acontecerá uma marcha em prol da educação, na capital do Estado, onde, juntamente com o governador e secretário de educação, serão debatidos os principais itens da pauta de reivindicações. Sobre o posicionamento do governo com relação aos pedidos apresentados, Fernandes disse que a justificativa apresentada, são os problemas financeiros que o Paraná enfrenta. Enfatizou ela, que o Executivo estadual deve aos professores em torno de R$ 100 milhões, entre promoções, reajustes e progressões.

Segundo Fernandes, a categoria espera que até o final do mês de março, quando será realizada uma nova assembleia, que os principais itens da pauta sejam atendidos. Caso contrário, serão avaliados os trabalhos já realizados, onde será discutida a possibilidade de uma greve geral da categoria, por tempo indeterminado.

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