A APP-Sindicato rebateu as afirmações do Governo do Paraná, que em publicação da Agência Estadual de Notícias, alega que professores da rede estadual ganham mais que prefeitos de 111 municípios do Estado. O sindicato rechaça as declarações do Executivo, visto que, apesar de representar 60% do funcionalismo público, a folha de pagamento da educação não de 39% do montante destinado ao pagamento de salários.

De acordo com a entidade, o Governo selecionou uma minoria de funcionários que recebem salários acima da média, após anos e anos de serviço na educação paranaense. Há casos de professores que assumiram cargos comissionados, atuando junto à núcleos de educação, sem estar em sala de aula, que tiveram seus salários divulgados. Outro caso, de uma professora sudoestina que aparece com o maior salário do setor educacional, mais de R$ 20 mil. Segundo essa docente, com uma salário médio de R$ 6 mil, após atingir o tempo de contribuição para aposentadoria, foi solicitado o abono salarial, para poder continuar trabalhando. O processo levou mais de um ano, até ser deferido, e assim, a professora recebeu o montante retroativo ao trâmite do pedido de abono, atingindo um valor elevado num único mês.

A APP Sindicato apresentou gráficos sobre os salários dos professores e funcionários da educação, que mostram os agentes educacionais com os menores salários do quadro público paranaense. No caso dosprofessores, a maioria se encontra no nível II, classe 11. Com mais de 20 anos dedicados à sala de aula, estes profissionais recebem pouco mais de R$ 2,5 mil, por uma carga de 20h.

O presidente do sindicato, Hermes Leão, afirma que as alegações do Governo não condizem em nada com a realidade vivida por funcionários e alunos do Estado. “Os prédios são precários, as salas lotadas de estudantes, faltam profissionais de apoio e não há atendimento de saúde adequado aos educadores. O governador deveria se envergonhar de expor os salários dos educadores. Nós, ao contrário, não nos envergonhamos do nosso trabalho”, dispara.

A categoria já acionou seu departamento jurídico para tomar as medidas cabíveis sobre a divulgação dos salários.

Fonte:APP-Sindicato
  • Compartilhe no Facebook

Fonte:APP-Sindicato