A APP-Sindicato realizará na próxima terça-feira (09), assembleia geral de professores e funcionários da educação do Paraná para analisar a nova proposta apresentada por deputados estaduais e aprovada pelo Governo do Estado. A orientação das lideranças sindicais é de que seja votado pelo retorno às aulas, somente se o Executivo abonar as faltas dos professores grevistas. O novo impasse se deve ao anúncio da Secretaria de Educação de que na folha de pagamento de junho, cerca de 20 mil professores terão desconto de quatro dias, referentes ao mês de abril.

A presidência da APP enfatiza que o retorno às aulas será decidido na assembleia, mas considera inviável a volta às salas de aula, caso o governo insista em descontar os salários e não abonar as faltas.

Por sua vez, a secretária estadual de educação, Ana Seres Trento Comin, admitiu que o governo pode deixar de descontar as faltas, desde que professores e funcionários retornem ao trabalho.

A proposta que será levada à votação na próxima terça-feira, prevê o pagamento de 3,45%, referente à inflação entre os meses de maio e dezembro de 2014. Em janeiro de 2016, os servidores receberão um novo reajuste, com a inflação acumulada de 2015, mais um ponto percentual. Em janeiro de 2017, a mesma medida deverá ser tomada. Em maio de 2017, o funcionalismo receberá um novo reajuste, em relação ao 1º quadrimestre do ano. Em 2018, a data-base voltar ao mês de maio, quando será paga a inflação do último período.

De acordo com o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ademar Traiano (PSDB), a proposta de reajuste só será levada à votação quando os sindicatos sinalizarem o fim da greve nas diversas categorias do funcionalismo