Um morto vivo ou um vivo morto!  Este é o dilema enfrentado  por um morador de Palmas, sul do Paraná, que descobriu que está morto. “A hora que fiquei sabendo que estava morto me assustei”, contou o aposentado de 66 anos à reportagem exclusiva da Rádio Club de Palmas.

Entenda o caso. Lauro de Lima Camargo tomou conhecimento que já havia falecido, após ter ido ao banco pessoalmente para receber sua aposentadoria. Do caixa recebeu a informação que não havia nenhum centavo depositado pela previdência em sua conta, sendo então orientando a comparecer a Agência do INSS. No órgão foi informado que ele já estava morto e portanto não tinha mais direito a receber o benefício terreno.

Quase morto de susto, foi orientado a procurar um advogado para que lhe auxiliasse em vida  provar o contrário. Constava dos registros do INSS que Lauro de Lima Camargo estava inclusive sepultado na Comarca de Paranaguá, no litoral paranaense, há 450 quilômetros da cidade do Sul do Paraná. Iniciado o trabalho de levantamento de  informações constatou-se que os nomes tanto do Lauro vivo, quando do Lauro morto são iguais. Outra  coincidência: o nome do pai de ambos é o mesmo: Afonso Maciel de Camargo. A única diferença, mas não tão grande é com relação ao nome das mães. A mãe do morto é Conceição Alves de Lima. Já a mãe do Lauro vivo, Conceição de Lima Camargo.

Acompanhe na entrevista exclusiva feita pelo repórter Alencar Pereira, da Rádio Club AM de Palmas,  os depoimentos do palmense morto vivo, que relatou até em tom de brincadeira, que sua esposa  reivindica que ele ressuscite para conseguir receber o dinheiro da aposentadoria que já está fazendo falta.O advogado, Julio Cesar Oliveira, também relatou toda a situação de coincidências e os problemas gerados para seu cliente que agora precisa ser  ressuscitado, pelos menos juridicamente.