No mês de agosto, 78 novos empregos foram gerados em Palmas, sul do Paraná. No acumulativo dos oito primeiros meses do ano, o saldo foi de 456 novas vagas. Segundo o ISPER (Informações para o Sistema Público de Emprego e Renda) do Ministério do Trabalho (MTE), até o dia 31 de dezembro de 2013, 10.223 pessoas trabalhavam com carteira assinada no município. Esse número representa cerca de 47% da população economicamente ativa de Palmas.

Entretanto, a população jovem, com idade entre 18 e 29 anos e que trabalha com carteira assinada ainda apresenta um percentual baixo. Segundo dados extraoficiais, a população palmense, que se enquadra nessa faixa etária é de, aproximadamente, 9,6 mil habitantes. Desses, apenas 3,6 mil (38%) trabalham com carteira assinada. Ou seja, cerca de 6 mil jovens palmenses, não estão trabalhando de maneira formal e com todos os direitos garantidos, de acordo com o MTE. Desse total, 57,2% são mulheres.

Para a chefe da Agência do Trabalhador de Palmas, Sueli Carniel Peroza, o maior entrave para o ingresso dos jovens no mercado de trabalho é a falta de experiência exigida pelos empregadores. Segundo ela, esse é um fator negativo tanto para o jovem que procura trabalho como também para a Agência alcançar as metas estabelecidas. “Nós temos vagas que são divulgadas há mais de 30 dias e não conseguimos preenche-las, devido à essa exigência.”, apontou.

Considerou Peroza, que uma boa parte desses jovens acabam atuando sob o regime de estágio, o que não gera vínculo empregatício com as empresas, para poderem adquirir experiência. Mesmo não contando com dados oficiais, informou que um número expressivo de jovens têm procurado esse tipo de programa.

Sobre a falta de qualificação, ressaltou que o Governo Federal, através de parcerias com o Sistema S e outros, disponibiliza cursos gratuitos, porém, a ideia de voltar à sala de aula, não agrada a muitos. “O próprio sistema do seguro-desemprego obriga o trabalhador a se qualificar.”, ressaltou.

Segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho), no Brasil, cerca de 18% das pessoas com até 29 anos não trabalham ou estudam. Entre os homens o índice chega a 12,1%. Em relação às mulheres, a taxa alcança 21,1%. Segundo o relatório divulgado no inicio do ano, o crescente número de jovens sem ocupação preocupa os governos na formulação de políticas públicas, pois esse grupo não está desenvolvendo habilidades para o mercado.