Por Larissa Mazaloti

 

 

Alunos especiais, professores especiais e um momento especial. Há treze anos a Apae de Francisco Beltrão promove a encenação da Paixão e Morte de Cristo. Neste ano, duas apresentações – uma as 9h e outra as 15h – na gruta do sítio e sede da entidade no bairro Água Branca nesta terça-feira (3), deram o tom que deve marcar a
 
 
Semana Santa: a reflexão. Um elenco de 52 alunos e alunas excepcionais, e excepcionais mesmo, passaram a realidade do difícil trajeto de Jesus Cristo até a cruz, no Calvário.
 
 
Lu, como é conhecido o portador de síndrome de Down Antônio Lucio Duarte Filho, pela décima terceira vez interpretou o papel de Jesus Cristo. Por conta dos problemas de saúde, decorridos de uma complicação pulmonar,
 
 
Lu nem ensaiou e deu um show. Ele já tem na memória o texto e a marcação de cena, que se repete todos os anos e encanta. A mãe do Lu, dona Regina Duarte registrou cena por cena com uma câmera e orgulhosa, fala sobre o filho, representando as demais famílias, cujos filhos e filhas também fizeram uma bela apresentação.
 
 
Ao final da apresentação Lu aproveitou que estava com um microfone de lapela para convidar a todo o público para o aniversário dele, de 40 anos. A festa, na Apae, terá uma celebração. Dona Regina confirma e reforça o convite aos amigos do Lu, que não são poucos.
 
 
A diretora administrativa Roseli Tonelo ficou satisfeita com a presença da comunidade: pais, amigos e familiares dos alunos.
 
 
Para a professora responsável pela apresentação, Stella Pilonetto, o momento é de mostrar o quanto são capazes estas pessoas, que mesmo com limitações, em matéria de arte quase chegam à perfeição.
 
 
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