O Programa de Apadrinhamento de crianças e adolescentes, iniciado no final do ano passado, será reavivado pelo Poder Judiciário e Associação Pro-Infância e Juventude de Palmas, sul do Paraná.  O objetivo é atender crianças e adolescentes acolhidas no Centro de Abrigo Municipal (CAM) para garantir-lhes o direito à convivência familiar e comunitária. O Apadrinhamento pode ser afetivo, material e de prestação de serviços.

Conforme a Juíza da Vara Infância e Juventude, Tatiane Bueno Gomes, a Comarca possui um dos melhores programas que busca oferecer aos menores  que não conseguiram uma nova família, a oportunidade de convivência familiar, social e afetiva, que muitas vezes deixam de existir pelo fato de conviverem diariamente apenas com a equipe de apoio do CAM.

Salientou que como o programa está um pouco parado será necessário reinaugurá-lo e isso ocorrerá dia 07 de outubro, às 15h30 no Clube União Recreativo Palmense, durante o Chá Beneficente promovido pela Associação Pro-Infância e Juventude. “A  associação  realiza um lindo trabalho no município. É muito importante que a população contribua dos projetos e compareça ao chá”, convidou.

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Promotor Eduardo Branco e Juíza, Tatiane Bueno Gomes

Explicou que o Programa de Apadrinhamento sofrerá algumas mudanças para facilitar o engajamento maior da sociedade.  Uma das medidas será a desburocratização do processo, sem descuidar-se das responsabilidades dos padrinhos em relação aos afilhados. Salientou que os abrigos não são locais de passeio e, sim, espaço onde estão seres que merecem uma chance de ressocialização familiar e futuro profissional a partir de boas referências externas, como os padrinhos.

Na edição desta quarta-feira(27) o Jornal A Folha do Sudoeste, além da retomada do programa de Apadrinhamento, traz reportagem assinada por Luiz Marcondes, que entrevistou a Juiza, Tatiane Bueno Gomes e o Promotor da Infância e Juventude, Eduardo Garcia Branco, que explicaram as ações e situações que atingem as crianças e adolescentes, especialmente as que vivem no Centro de Abrigo Municipal. Também advertem sobre as implicações da chamada adoção à brasileira,  que ocorrem sem conhecimento e consentimento das autoridades.

Conforme a publicação, atualmente em Palmas existem aproximadamente 12 crianças e adolescentes acolhidos no Centro, muitos em situação de adoção legal.  Faz há um chamamento e informa  aos que desejam adotar para que façam o cadastro para procedimentos legais. Durante a entrevista com uma mãe,  esta manifestou que “não existe filho adotivo ou ‘filho de sangue’ como se fala popularmente.  Existe filho. Temos filhos gestados na barriga e no coração, amamos incondicionalmente todos”.