A greve dos caminhoneiros foi um dos principais assuntos debatidos entre os prefeitos e vice-prefeitos da região, durante reunião extraordinária da Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (Amsop). Falta de combustível, alimentos, medicamentos e rodovias trancadas têm afetado o dia a dia da região.

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Realizada nesta quarta-feira (25) na sede da entidade em Francisco Beltrão, alguns prefeitos sugeriram que as atividades das prefeituras fossem reduzidas, devido a falta de combustível e a paralisação dos caminhoneiros.

Em algumas cidades, os trabalhos estão parados até o final de semana, “quase todos os municípios estão na mesma situação, sem combustível. Colocamos em votação para a gente fazer um decreto de paralisar as atividades nos municípios hoje (26) e amanhã (27). Foi votado e aprovado por unanimidade essa paralisação”. Comenta o presidente da Amsop e prefeito de São João, Altair José Gasparetto. Os trabalhos no setor de saúde e atendimento nas creches continuam normalmente.

Em algumas cidades, como São Jorge d’Oeste e São João as aulas estão suspensas na rede municipal de ensino e nas prefeituras os trabalhos são realizados internamente.

 

NEGOCIAÇÃO

A entidade se reuniu com alguns caminhoneiros para chegar a um consenso. Resultado da conversa, foi a abertura de todos os bloqueios da região por algumas horas, na proposta de que combustíveis e alimentos chegassem as cidades e não prejudicasse ainda mais a situação.

Cooperativas e empresas ligadas a agricultura participaram dos debates.

 

PREOCUPAÇÃO

Caso a grave não encerre até o final de semana, os prefeitos da região devem se reunir novamente e decidir o rumo das atividades, a partir da próxima semana, “dependendo do que acontecer vamos convocar novamente reunião na Amsop para a gente tomar essas decisões juntas”.

Para os prefeitos a greve é justa, mas os agricultores não podem pagar o preço, “toda cadeia produtiva não pode estar perdendo nesta greve, infelizmente a perca já foi grande. A questão do leite, além de não valer nada hoje com preço baixo, os produtores tem que jogar fora porque não tem onde armazenar. É agravante a situação, esperamos uma negociação em Brasília para acabar com a greve, porque a cada dia que passa o prejuízo é muito grande”. Salienta o prefeito de São João.