Dos 42 prefeitos da região,32 participaram da assembleia. Foto: Assessoria
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Dos 42 prefeitos da região, 32 participaram da assembleia. Foto: Assessoria

Os prefeitos do Sudoeste decidiram em assembleia realizada na Amsop na última sexta-feira (12) que não vão assumir sozinhos a conta do transporte escolar para fazer a reposição das aulas em virtude da greve dos professores. Também ficou decidido que não será feito o transporte nos sábados. No caso do período de férias o transporte só será fornecido se houver repasse de recursos do governo do Estado.

São 49 dias de reposição que podem causar um rombo no caixa das prefeituras elevando ainda mais os gastos com o transporte que já é custeado em mais de 70% pelas prefeituras.

O assunto foi amplamente discutido e vários prefeitos explanaram sua opinião relatando, por exemplo, que o aumento no custo do transporte escolar poderia provocar um acréscimo superior a R$ 230 mil para cobrir a reposição. Alguns municípios teriam despesas menores onde a paralisação dos professores foi por período mais curto. Mesmo assim os prefeitos entendem que não é justo assumirem uma despesa provocada por um impasse entre APP-Sindicato e governo do Estado. Todos são unânimes em defender os alunos que não podem sair perdendo nessa briga iniciada com a greve.

O presidente da comissão de educação da Amsop o prefeito de Ampere Hélio Alves disse que cada dia de transporte escolar representa um custo em torno de R$ 6 mil para o seu município. “Não podemos custear ainda mais essa despesa. As prefeituras já bancam a grande maioria do transporte escolar quando a competência deveria ser maior do estado já que transportamos alunos de sexta à nona série do fundamental e também do ensino médio. Além de não termos esse recurso teríamos que tirar de outros setores penalizando a população”, explica Alves.

O prefeito de Salgado

Filho Beto Arisi lembrou que não há a necessidade de repor aulas nos sábados em curto prazo sem obter uma posição positiva do governo. “Temos que ter cautela nesse momento por que a reposição dos sábados pode ser feito muito bem no segundo semestre. Não temos que fazer o transporte nesse momento e depois discutir com o governo. Tem que ser o contrário e depois veremos como será”, ressaltou Arisi.

Medidas

O presidente da Amsop prefeito de São João Altair Gasparetto avalizou que o impasse será levado para a Associação dos Municípios do Paraná (AMP) e a expectativa é que ocorra uma audiência com a secretária de Estado da Educação e governador. O porta-voz do Sudoeste junto a AMP é o prefeito de Santo Antonio do Sudoeste Ricardo Ortinã eleito na última semana como primeiro vice-presidente da entidade. Como a problemática do transporte na reposição das aulas envolve todo o Estado outras associações de municípios também vão levar o impasse frente o governo. A previsão é que a audiência ocorra nesta quarta-feira (17). “Esperamos que o governo se sensibilize com a situação das prefeituras e que possamos chegar em um entendimento”, comentou Gasparetto.

NRE

Os chefes dos núcleos regionais de educação que compreendem o Sudoeste Rita Augusto de Cássia (Pato Branco), Paulo Savaris (Francisco Beltrão) e Nivaldo Fiorentin (Dois Vizinhos) também participaram da assembleia e aproveitaram para relatar como está previsto inicialmente a reposição.

Segundo Fiorentin o ano letivo não terá como encerrar em 2015. “A informação que temos é que a reposição será feita em dois sábados apenas, será utilizado os 10 dias referentes às férias de julho e o calendário seria esticado até 23 de dezembro. As aulas voltariam em fevereiro de 2016 e o ano letivo encerraria no dia 7 de março de 2016”, repassou Fiorentin. Ele alertou que os esforços devem ser feitos pensando principalmente nos alunos “que não possuem um sindicato para os defenderem”.