Por Evandro Artuzi
Em entrevista no programa jornalístico Onda News, da Rádio Onda Sul FM de Francisco Beltrão, na manhã desta terça-feira (27/11), o senador Álvaro Dias (PSDB/PR) fez novas críticas ao governo federal.

O parlamentar comentou os escândalos dos últimos, dado destaque para ações desenvolvidas pela Polícia Federal, que busca combater a corrupção envolvendo lideranças de expressão nacional. Álvaro afirmou que no governo existe uma quadrilha roubando descaradamente o dinheiro público e, na maioria dos casos, não há qualquer penalização a essas pessoas.

Ainda segundo ele, isso também tem se estendido aos governos estaduais e municipais. Um exemplo de descaso do governo com o roubo do dinheiro público, foi a CPI do Cachoeira que termina em “pizza”. Dias afirmou que a CPI sempre foi comandada pelo próprio governo. Para ele, é uma CPI ‘chapa branca”, nada mais que isso, tudo sempre foi do jeito que o governo quis e nunca como deveria ser.

 

Política Paranaense
Também durante a entrevista desta terça-feira (27) o senador foi questionado sobre suas recentes declarações ao governo do Estado, referindo-se ao governador Beto Richa, que também o presidente estadual do PSDB.

Álvaro reafirmou que não concorda com o modelo de gestão adotado por Beto desde o início de seu governo, mas jamais se referiu ao presidente da Alep, deputado Valdir Rossoni (PSDB). “Nunca citei o nome do Rossoni, a te por que ele nem sequer é o presidente do partido, o que fizeram foi usar seu nome pra tentar desviar o foco do meu posicionamento para preservar a imagem do governador”, declarou.

Conforme o senador, o Paraná está sem governo há dois anos, destacando que jamais vai apoiar o modelo adotado até aqui pelo governador Beto Richa. “Não posso apoiar um modelo que combato em Brasília, assim que o Beto começar a governar não precisa nem falar comigo, que terá meu total apoio”, frisou.

Quanto aos boatos que teria recebido um convite para retornar a sua antiga sigla, o PMDB, o senador desmentiu. Alegou que não pensa em deixar o PSDB, pelo menos por enquanto, e se deixar no futuro jamais iria ingressar num partido que apóia o governo federal, cujas ações são de desrespeito à população. “Não estou discutindo com ninguém e nem demonstrei interesse em ser candidato ao governo do Paraná, isso é uma questão que vamos discutir no futuro e se acontecer vai ser num processo natural, sem imposições”, disse.