Mara Raiciki, presidente da Apec e coordenadora o Núcleo Alto da Júlio. Foto: Darce Almeida
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Mara Raiciki, presidente da Apec e coordenadora o Núcleo Alto da Júlio. Foto: Darce Almeida

Com o tema “Alto da Júlio: integração e resultados”, a consultora do Sebrae Maristela Valdameri traçou as principais ações desenvolvidas pelos comerciantes da Avenida Júlio Assis Cavalheiro de Francisco Beltrão nos últimos cinco anos. As empresas estão localizadas no trecho que compreende a Travessa Frei Deodato até a Avenida Luiz Antonio Faedo, próximo à Retífica Sanderson, no Centro do Município. A apresentação aconteceu na terça-feira, 17, no Café Acefb realizado na entidade empresarial. Mara Raicicki, coordenadora do Núcleo Alto da Júlio e presidente da Associação de Potencialização dos Espaços Comerciais (Apec) comandou a reunião ordinária.

“Trabalhamos há cinco anos no projeto de revitalização dos espaços comercias do Alto da Júlio onde fazem parte 25 empresas dos setores de calçados, confecções, farmácia, restaurantes, móveis, armarinhos, relojoaria, entre outros”, diz Maristela.

Algumas mudanças significativas foram apontadas pela consultora do Sebrae nessa meia década: 92% das empresas do Alto da Júlio mudaram ou implantaram uniformes para seus colaboradores; 92% realizaram treinamentos de aperfeiçoamento para empresários; 80% redecoraram suas lojas; 80% introduziram novos serviços em suas empresas e 80% fizeram reforma completa em seus locais de trabalho.

Um dado importante está relacionado à contratação de novos colaboradores dessas empresas: o quadro de funcionários saltou de 250 para 350 desde o início do projeto.

A impulsão desse trecho da Júlio Assis, bastante questionado no passado pela comunidade empresarial devido à baixa circulação de clientes, se deu graças às ações coletivas de marketing realizadas pelos coordenadores do projeto.

Maristela disse ainda que viagens técnicas a Bahia, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul proporcionaram maior visibilidade das empresas, bem como o aumento de conhecimento dos empresários.

Lei Rouanet impulsionou projetos

A Lei Federal de Incentivo à Cultura, criada em dezembro de 1991, institui políticas públicas para a cultura nacional. Essa lei é conhecida também por Lei Rouanet em homenagem a Sérgio Paulo Rouanet, secretário de cultura de quando a lei foi criada. Maristela lembra que a Rouanet oportunizou a Apec a realizar diversos eventos culturais em Beltrão. Apresentações do Circo Tholl e promoções coletivas como o Alto da Júlio com Arte, campanhas de Natal, internet gratuita em trecho da Júlio, Rua da Alegria e da Magia, Navegue com seu amor, festas julinas, entre outras ações culturais são alguns dos exemplos de benefícios que a comunidade beltronense teve com a Lei.

No encerramento da reunião, um vídeo de aproximadamente cinco minutos foi reproduzido com opiniões de empresários falando das melhorias que as empresas tiveram após o Programa de Revitalização ter sido implantado no “lado morto” da cidade. “É muito satisfatório ver as mudanças nesses últimos anos”, diz Mara Raicicki, proprietária da Íris Digital.