Apontada como símbolo do Estado, a araucária, há muito tempo, é tema de muitas discussões entre agricultores e ambientalistas. De um lado, solicita-se a autorização do Estado para o corte de árvores de áreas nativas com Mata de Araucária. Para os produtores rurais, a proibição do corte, faz com que a araucária seja uma “árvore maldita”, sendo arrancada logo no brotar. Por outro lado, os ambientalistas alegam que a espécie já está em processo de extinção e liberar o corte abriria brechas para a derrubada ilegal. Porém, mesmo diante das diferenças, os dois grupos concordam que não existem políticas governamentais eficientes para a recuperação do pinheiro do Paraná.

Atualmente, a retirada de araucárias só é permitida caso tenham sido plantadas, que ofereçam riscos (como queda sobre casas ou rede de energia), que estejam inviabilizando o uso do terreno ou que sejam necessárias para a construção da única residência da propriedade.

Especialistas apontam que a liberação do manejo poderá significar a extinção definitiva da Mata de Araucária. Os ambientalistas rebatem que o pedido dos ruralistas não tem qualquer objetivo de preservação, apenas o viés econômico. No entanto, reconhecem que apenas restingir o corte não é o suficiente, sendo necessária, a elaboração de políticas de incentivo aos proprietários de áreas preservadas.