por Ivan Cezar Fochzato

Na próxima segunda-feira, dia 17, terá início às 09h00 um dos maiores júris do estado de Santa Catarina. Em Joaçaba serão levados a julgamento de oito indígenas acusados pela morte do líder sindical Olices Stefani, crime acontecido em 16 de fevereiro de 2004, em Abelardo Luz.

 

Como se trata de crime envolvendo indígenas, o andamento se deu todo pela justiça federal, e como Joaçaba tem uma vara optou-se pela cidade. A estrutura para o júri será montada na universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc). O terceiro andar do centro de direito foi cedido para os trabalhos. O processo tem cerca de 4 mil páginas. A previsão é de que o júri tenha duração entre cinco e sete dias.

 

Olices Stefani era presidente do Sindicato Rural e da Cooperativa de Alimentos e Agropecuária Terra Viva, ambos do oeste catarinense.Natural de Joaçaba, Stefani tinha 52 anos de idade, era casado e pai de três filhas quando foi vitimado com tiro de carabina na madrugada de 15 para 16 de fevereiro de 2004, no Toldo Embu. Ele teria sido emboscado por um grupo de indígenas que obstruíam a rodovia e ameaçavam invadir propriedades rurais.

 

Os acusados são índios caingangues pertencentes a comunidades indígenas catarinenses e da reserva paranaense de Mangueirinha. Foram indiciados Albari José Oliveira Santos, Claudir da Silva, César Galvão, Valdecir Oliveira Santos, Mauri Santos Oliveira, Vanderlei dos Santos, Vanderlei Felizardo e Marciano Oliveira dos Santos.

O tribunal de Júri será presidido pela juíza federal substituta Marta Weimer. Atuarão como procuradores Anderson Norbertti Cunha de Oliveira e Daniel Ricken, como assistente Franciele Maria Stefani Palomo e, como advogado da família, Írio Groli.