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Juvelino José Batista foi condenado a 23 anos e 15 dias de reclusão. Foto: Marcos Monteiro/Extra FM

Um homem, acusado de homicídio, foi condenado nesta quinta-feira (28) durante julgamento realizado no Fórum da Comarca de Chopinzinho. Juvelino José Batista foi sentenciado a 26 anos, seis meses e 26 dias de reclusão. Porém, como está preso desde setembro de 2015, a pena foi reduzida para 23 anos e 15 dias de reclusão em regime fechado.

O julgamento, que teve início as 9 horas da manhã, foi concluído por volta das 16 horas.  Os trabalhos ocorreram sem nenhum imprevisto. O júri foi presidido pela Juíza Vivian Hey Wescher, tendo na acusação o Promotor, Lucas Losch Abaid, e na defesa o advogado Paulo da Rosa.

A defesa garantiu que pretende recorrer junto ao Tribunal de Justiça. “A gente vai analisar a sentença com calma, se não teve julgamento desfavorável as provas colhidas nos autos, mas a gente pretende recorrer, até por que achamos que não foi o réu que cometeu o crime”, disse.

Já o promotor que atuou no julgamento afirma respeitar a tese da defesa, porém ficou evidente a autoria do crime. “Foi pleiteado a condenação, o que foi reconhecido pelo Tribunal do Júri, pelos jurados os quais a gente agradece muito pela disponibilidade. Ao final, pelos antecedentes do réu, da reprovabilidade da conduta dele, a gravidade dos atos perpetrados houve uma elevação da pena que o Ministério Público entende que está correta”, declarou.

Juvelino José Batista foi recolhido à Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão, onde já estava aguardando o julgamento.

O crime (Arquivo RBJ) 

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Crime aconteceu na casa da vitima, na comunidade Gramados. Foto: Arquivo RBJ

O crime envolvendo Juvelino aconteceu na comunidade de Gramados, interior de Chopinzinho, no dia 9 de março de 2015. Na ocasião foi vítima Alexandre Farias, de 78 anos. O idoso foi morto em sua própria casa, sendo golpeado na cabeça.

O corpo do idoso foi encontrado pelo vizinho Osni Alves Ferreira, que teria ido até a casa pegar Alexandre para ir até São João receber o benefício e pagar as contas. “Faço isso todos os meses e hoje quando cheguei para pegar ele, chamei mas ele não me respondeu, então fui até a casa e ao empurrar a porta vi ele caído todo ensanguentado. Percebi que não respirava, então sai correndo e fui até São João avisar o filho dele”, contou Osni.

O filho, João Farias, disse à polícia que passou o domingo com o pai. “Passei a tarde toda com ele e antes de ir embora insisti para que fosse comigo, já que tinha que ir no banco nessa segunda, mas ele achou melhor ficar em casa, por que já tinha combinado que o Osni iria leva-lo”, disse.

A família acredita que Alexandre tenha sido morto por alguém que pretendia roubar. Possivelmente, o ladrão achou que ele já estava com o dinheiro da aposentadoria em casa, afirmou o filho.  A carteira com uma pequena quantia em dinheiro foi encontrada pelo filho de Alexandre, uma vez que o pai deixava escondida. Segundo a família nada foi levado da residência.