As reclamações sobre o descarte inadequado de lixo em vias públicas são constantes em Francisco Beltrão, em maior proporção na Avenida Júlio Assis, próximo ao prolongamento. O descaso dos frequentadores do local se tornou um fato corriqueiro, registrado principalmente após o final de semana ou feriados. A administração Municipal recentemente instalou 32 pares de lixeiras, na tentativa de diminuir o lixo acumulado, mas a ação por si só, não tem sido o suficiente.

  • Compartilhe no Facebook

(Foto: Reprodução/Facebook)

Ciente disso, um grupo de estudantes de Psicologia da Unipar (Universidade Paranaense) – Campus Francisco Beltrão, resolveu fazer uma campanha de conscientização, o “Rolê Consciente”. A acadêmica, Amanda Favaretto, fala da iniciativa, “a gente começou a perceber a quantidade de pessoas que circulavam na frente da faculdade, das áreas comerciais dali, e falando sobre políticas públicas, discutimos a cultura de jogar o lixo no chão, e houve a ideia de fazer um movimento”.

Foram necessárias duas a três semanas para colocar em prática a iniciativa e na última sexta-feira (26), uma ação foi realizada. “Promovemos um evento no Facebook para convidar a comunidade, tivemos um casal que se prontificou e participou com nós. Fomos conversando com os grupos e começamos a distribuir sacos de lixos, colar os panfletos nos muros, postos…”, destaca Amanda.

A iniciativa foi aceita de forma bastante positiva e um abaixo assinado sobre a falta de lixeiras perto dos bares, onde acontece o maior aglomerado de pessoas, contou com aceitação tanto dos frequentadores do local, como os proprietários e funcionários do comércio da Júlio Assis.

  • Compartilhe no Facebook
No sábado pela manhã, já foi possível perceber um resultado positivo, em alguns locais havia lixo, mas em escala inferior. Segundo as acadêmicas, ainda são necessárias mais lixeiras, e a realização da coleta de lixo corretamente segundo o cronograma, pois segundo moradores da localidade, em alguns dias não está ocorrendo.

O projeto deve ter continuidade e as acadêmicas contam com o apoio da população, “a gente sabe que isso é um processo de mudança cultural, não é de uma hora para outra, então vamos fazer mais alguns movimentos. Ainda não temos data definida, mas quem quiser é só entrar no evento do Facebook do ‘Rolê Consciente’. Queremos muito que a comunidade em geral colabore, participe e nos ajude nessa causa”.

Confira a entrevista na íntegra: