A recém criada Associação dos Amigos do Tênis de Palmas – AATP, lançou nesta sexta-feira, no auditório da ACIPA, o projeto social “Bate-Bola”. O objetivo é oportunizar as crianças e adolescentes do município o primeiro contato com o tênis, auxiliando no desenvolvimento intelectual dos alunos, integrando a cultura corporal, além do físico, motor e social.

A modalidade de tênis tem se destacado como uma das mais praticadas em todo mundo. Segundo dados da International Tennis Federation (ITF), estima-se que aproximadamente um milhão e meio de pessoas praticam esta modalidade no Brasil.

Por ainda não ser  um esporte tão comum quanto o futebol,  não se encontram quadras a cada esquina, como se acham campin

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hos. Mas, em Palmas, sudoeste do Paraná, o projeto social Bate-Bola usará a quadra da AATP para ensinar crianças e adolescentes carentes a atividade que consagrou o brasileiro Gustavo Kuerten, o Guga.

Para a cerimônia de lançamento foram convidados parceiros, pais e alunos, cada criança recebeu a camiseta oficial do projeto que simboliza o inicio das atividades. O projeto “Bate-Bola” é pleiteado pelo comércio local e alguns mantenedores particulares, nas aulas os alunos contarão com todo material necessário para o aprendizado.

Durante as manhãs e tardes de terças e quintas-feiras, 63 alunos com idades entre 8 e 16 anos passarão pela quadra do projeto “Bate-Bola”. A AATP viabilizará transporte gratuito para as crianças, sendo recolhidas e entregues em frente a sua escola.

– Acho muito bom porque a gente desenvolve e aprende mais. Eu nunca tive contato com o tênis e agora terei essa oportunidade, comentou a pequena Nicole.

O projeto conta com a parceria da Escola Municipal Nossa Senhora de Fátima e APAE, “é motivo de muita felicidade sermos a única escola do município contemplada com este projeto, agradeço aos professores Humberto e Joarez pelo convite e nos colocamos sempre à disposição da Asssociação”, disse a diretora Silvia Rosa.

O presidente da AATP, Joarez Tramontina comentou que o projeto só se viabilizou graças ao aporte financeiro de 29 parceiros e a disponibilidade da APAE e Escola Nossa Senhora de Fátima. Uma equipe multidisciplinar com 3 professores, psicóloga, fisioterapeuta, assistente social e equipe de apoio desenvolverão o programa pedagógico.

De acordo com Tramontina, o trabalho serve para acabar com o “mito” de que o tênis é um esporte restrito às elites econômicas.

– Graças a esta iniciativa, crianças e adolescentes que vivem em famílias de baixa renda estão tendo acesso a um esporte que consideravam “coisa de rico”. O objetivo é incentivá-los na prática da modalidade, visando um desenvolvimento saudável – comentou.