A 8ª Regional de Saúde, através do Centro Estadual de Saúde do Trabalhador da Secretaria Estadual de Saúde do Paraná, realizou nesta terça feira (05), o Seminário “Fortalecimento da Articulação Intersetorial para a Vigilância das Populações Expostas à Agrotóxicos”. O evento registrou a participação de mais 130 pessoas entre estudantes do curso técnico agrícola, profissionais de saúde, agricultores, sindicatos dos trabalhadores rurais, secretários de saúde e população em geral interessada no assunto.

Foram palestrantes Wanderlei Pignati, médico, toxicologista e pesquisador da Universidade Federal do Mato Grosso que falou sobre os problemas do uso dos agrotóxicos como intoxicações, impossibilidade do uso seguro, doenças relacionadas, a situação nacional dos casos de intoxicação, a contaminação do meio ambiente, solo, água e ar. Ele ainda mostrou que o Paraná possui o melhor perfil de notificação de casos de intoxicação por agrotóxicos e comentou da importância do Estado estar notificando e qualificando os profissionais para notificação das situações de intoxicação crônicas e é o 3º maio consumidor de agrotóxicos no país.

Outro palestrante foi  Felipe Grisa, Engenheiro Agrônomo da Assessoar, que atua na Agroecologia. O profissional falou sobre a importância das culturas orgânicas sem uso de agrotóxicos e que estas são economicamente viáveis se tiverem o mesmo apoio que as culturas tradicionais, principalmente com a redução com o tratamento das doenças relacionadas ao uso dos agrotóxicos.

Yumie Murakami, Farmacêutica do Centro Estadual de Saúde do Trabalhador da SESA/PR abordou o Plano de Vigilância das Populações Expostas à Agrotóxicos que prevê 14 ações estratégicas para a vigilância do uso e consumo dos agrotóxicos e seus efeitos à saúde humana e a natureza.  E, por fim,  Odenir Dias Teixeira, Assistente Social da Regional de Saúde, apresentou o diagnóstico regional do uso de agrotóxicos e perfil de morbi-mortalidade relacionado aos agrotóxicos – 8ªRS.

Segundo dados, nos últimos sete anos nos municípios da 8ª RS foram notificados 116 casos, havendo 3 casos com seqüelas e 01 óbito por intoxicação por agrotóxicos (não inclui os casos de suicídio). Na média, são de 10 a 20 casos notificados por ano, havendo uma provável subnotificação de casos.