Os brasileiros seguem com dificuldades para organizar as finanças e segundo informações do Banco Central, cerca de 25 milhões estão endividados no cheque especial, limite pré-aprovado, que pode ser utilizado a qualquer momento.  O rotativo é quando a pessoa não consegue pagar o total da fatura do cartão de crédito, as duas operações contam com os juros mais altos do mercado, chegando a 300%.

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(Imagem Ilustrativa)

Segundo a professora, Ivanira de Oliveira, o grande motivo para essa perda de controle nas finanças, se deve a facilidade com que o consumidor tem de adquirir o crédito ou parcelamento, “no caso do cheque especial é muito fácil de você entrar se não tiver um controle da conta corrente, porque ele está disponível e se de repente emitiu cheque além do saldo que tinha, automaticamente entra no entra no cheque especial”.

Os juros cobrados pelas instituições financeiras nesses casos são absurdos se comparados aos rendimentos que a poupança oferece. O último dado disponível do Banco Central mostra que a taxa média do cheque especial, praticada pelos cinco maiores bancos, foi de 327,41% ao ano, “se a pessoa fosse guardar para ter o equivalente a esse juro, ela teria que deixar o dinheiro na poupança por 33 anos”, destaca Ivanira. Já o juro do rotativo do cartão de crédito nesses bancos ficou na casa dos 242,96%, correspondendo a 28 anos de poupança.

A orientação é utilizar o cheque especial somente para emergência, e por um prazo reduzido de no máximo uma semana. Outra dica é contar com um limite baixo, e se estiver no cheque especial, procurar um empréstimo que tenha uma taxa menor.

Segundo a professora, muitas vezes o endividamento acontece pelos hábitos de consumo e pela falta de poupança “quem poupa usa os juros a seu favor e quem compra a prazo ou faz financiamento, está usando juros contra. As pessoas têm que aprender a se organizar, planejar e gastar menos do que ganham”. Iniciar uma poupança é fundamental, mesmo que com valores pequenos nos meses iniciais, mas manter e assim criar um hábito de poupar.

Confira a entrevista na íntegra: