Por Evandro Artuzi 

Uma reivindicação de anos tornou-se realidade no final de 2010, quando o então governador do Paraná, Orlando Pessuti (PMDB), oficializou a instalação do Batalhão de Polícia Militar, em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Estado. Até então, a Polícia Militar era subordinada ao Terceiro Batalhão de Pato Branco.
A Instalação do Batalhão teve pontos positivos e negativos. Os positivos são a descentralização das ações até então vinculadas ao 3º BPM de Pato Branco.

Com o novo Batalhão foi possível a microrregião de Francisco Beltrão ter direito a um número maior de policiais, novas viaturas e novas unidades regionais, isso por que foram criadas Companhias em Capanema e Dois Vizinhos, além de Santo Antonio do Sudoeste que já contava com a unidade anteriormente.
O lado negativo dessa mudança está sendo o atendimento, principalmente à imprensa.

Enquanto companhia do 3º BPM o acesso era facilitado às informações do trabalho policial. Entretanto agora com a mudança, várias seções foram criadas e a burocracia começou. Para qualquer contato com comando ou informação há um determinado responsável.

No que diz respeito à comunicação social, o 21º BPM apresenta muitas falhas. Um exemplo bem recente foi à apreensão de uma grande quantidade de cigarro contrabandeado do Paraguai.

Por várias oportunidades representantes deste órgão de comunicação entraram em contato para obter informações, porém ninguém se manifestou. Não culpamos a telefonista ou os policiais que executaram a apreensão, mas sim os responsáveis pelo setor de comunicação.

E correto afirmarmos que a não divulgação do trabalho da Polícia Militar desperta na população a sensação que a PM nada está fazendo na cidade e região. Por isso, a divulgação é indispensável logo que se desenvolva a ação policial.

Outra grande falha do setor de comunicação tem sido o privilégio a determinados órgãos de imprensa. “Se a polícia trabalha para todos, a informação deve ser repassada a todos, sem privilégios”.

O 21º BPM foi bem vindo à Francisco Beltrão. Pra encerrar enalteço aqui a pessoa do Capitão Elisvaldo Balbino, que comandou a unidade enquanto companhia e foi o grande responsável pelo reconhecimento que a Polícia Militar conseguiu junto a comunidade beltronense.