Frio e geadas exigem cuidados especiais no plantio de mudas no Paraná
Instituto Água e Terra reforça orientações para reduzir perdas durante o inverno
Meio Ambiente
por Léo Willian
Com a chegada das temperaturas mais baixas e a aproximação do inverno, o Instituto Água e Terra intensificou o trabalho de monitoramento e orientação técnica relacionado ao plantio de mudas florestais nativas em diversas regiões do Estado. O objetivo é reduzir perdas causadas por geadas, estiagem e déficit hídrico, principalmente em áreas de recuperação ambiental.
Segundo o instituto, o frio intenso pode comprometer o desenvolvimento das mudas e aumentar o risco de mortalidade das espécies mais sensíveis, especialmente em municípios onde as geadas são frequentes durante o inverno.
Por conta disso, os viveiros florestais do Paraná reforçaram os cuidados com irrigação, manejo, proteção e também no transporte das plantas, garantindo que as mudas cheguem em boas condições até os locais de plantio.
O IAT também alerta que cada região do Paraná possui características climáticas diferentes, o que exige planejamento específico na distribuição e retirada das mudas. Em alguns períodos, a liberação de determinadas espécies pode até ser limitada para evitar prejuízos e garantir melhor aproveitamento das plantas.
Entre as espécies consideradas mais resistentes ao frio estão a Araucária, o Ipê-amarelo, além da bracatinga, pitanga, guabiroba e cerejeira-do-mato.
A recomendação para quem pretende realizar o plantio nos próximos meses é evitar períodos de geada, manter irrigação adequada nos primeiros dias após o plantio e preparar corretamente o solo para melhorar o desenvolvimento das mudas.
O trabalho faz parte das ações do programa Paraná Mais Verde, que desde 2019 já distribuiu mais de 13 milhões de mudas nativas em todo o Estado.00