Francisco Beltrão atinge apenas 43% da cobertura vacinal da gripe
Ao todo 20 crianças estão internadas por síndrome respiratória
Saúde
A Secretaria Municipal de Saúde de Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, intensificou as ações de vacinação contra a gripe após os dados do Ministério da Saúde apontarem que apenas 42,98% da população-alvo recebeu a imunização até esta quarta-feira (29). A meta mínima é vacinar 90% do público prioritário.
Os dados atualizados do painel do governo federal mostram que 22.250 doses foram aplicadas no município, cuja população-alvo é de 24.029 pessoas. Entre os grupos prioritários, os idosos registram a maior cobertura, com 49,19%. Em contrapartida, a vacinação de crianças está em 33,23%, e a de gestantes, em apenas 13,88%.
Diante do cenário preocupante, a secretária de Saúde, Cinthia Ramos, anunciou uma série de estratégias para ampliar a cobertura vacinal. No próximo dia 14 de junho, será realizada uma ação no Calçadão Central, com vacinação aberta à população em geral. No mesmo dia, até o meio-dia, estarão aplicando doses também no Centro de Saúde da Cango e no Centro de Saúde Cidade Norte.
— O Calçadão é um ponto de grande circulação, especialmente aos sábados de manhã. Vamos aproveitar esse fluxo para vacinar mais pessoas — explica Cinthia.
A Secretaria também está em contato com grandes empresas da cidade, como Marel, Sadia e Alcaste, para levar a vacinação até os locais de trabalho.
— Se o empresário quiser, pode ligar para o setor de Vigilância em Saúde e falar com a senhora Dalva. Podemos agendar e aplicar as vacinas diretamente nos espaços com muitos colaboradores — reforça a secretária.
Outra frente de atuação será junto às universidades da cidade. Segundo Cinthia, o município está “saindo do território das unidades de saúde” para ir ao encontro da população.
Lotação em leitos pediátricos preocupa
A baixa adesão à vacina se reflete na pressão sobre os hospitais. Segundo Cinthia, até a noite de terça-feira (28), o Hospital Intermunicipal, que dispõe de nove leitos de pediatria, tinha 20 crianças internadas com síndrome respiratória aguda grave (SRAG).
— Estamos com 220% de ocupação dos leitos pediátricos. As crianças estão sendo internadas em enfermarias da clínica cirúrgica e médica. São, em sua maioria, crianças pequenas, de colo — alerta.
A secretária afirma que a maioria dos casos está relacionada à influenza A, incluindo as variantes H1N1 e H3N2, que são justamente as cobertas pela vacina em campanha.
— O adulto que quer o bem da sua família, dos filhos, dos netos, tem que se vacinar. Precisamos reduzir a circulação viral — apela.
A Secretaria de Saúde reforça que as vacinas estão disponíveis gratuitamente nas unidades básicas de saúde para todos os grupos prioritários e, em dias específicos, para a população em geral.