Feminicídio em Francisco Beltrão reforça debate sobre prevenção à violência contra a mulher
Procuradora da Mulher na Câmara cobra ações antecipadas e fortalecimento da rede de proteção no município
Política
por Deise Bach
O feminicídio de Taís Lopatiuk, registrado no domingo (27), em Francisco Beltrão, motivou um alerta da Procuradora da Mulher da Câmara Municipal, vereadora e advogada Mara Fornazari Urbano. Em pronunciamento na tribuna, ela defendeu o fortalecimento das ações de prevenção e da rede de proteção às mulheres.
Durante a manifestação, Mara prestou solidariedade à família e à filha da vítima e destacou que casos de feminicídio também levantam questionamentos sobre a atuação dos diferentes órgãos envolvidos no atendimento e na proteção de mulheres em situação de violência.
Segundo a procuradora, o município possui uma rede formada por órgãos públicos, forças de segurança, conselhos e outras instituições que atuam no enfrentamento à violência contra a mulher. Para ela, no entanto, é necessário ampliar ações preventivas para que os atendimentos não ocorram apenas depois que situações graves já tenham acontecido.
Mara também abordou a complexidade da violência contra a mulher e afirmou que fatores históricos, culturais e sociais contribuem para a permanência de comportamentos violentos. Na avaliação da procuradora, situações de dependência financeira, emocional e psicológica podem dificultar o rompimento de relacionamentos abusivos.
Outro ponto destacado foi a necessidade de trabalhar a prevenção em diferentes espaços da sociedade, incluindo escolas, ambientes de trabalho e comunidades. A procuradora defendeu ações contínuas de conscientização sobre o respeito às mulheres e o enfrentamento ao machismo.
O feminicídio de Taís Lopatiuk é investigado pela Polícia Civil. O principal suspeito é o companheiro da vítima, que é procurado pelas forças de segurança.
Ao concluir o pronunciamento, Mara reforçou que o objetivo das políticas públicas deve ser ampliar a capacidade de identificação dos sinais de violência e oferecer proteção antes que os casos evoluam para situações de maior gravidade.