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18 de agosto de 2022
RÁDIOS

Falta de insumos e medicamentos aumenta fila de espera por cirurgias eletivas

Taxa de ocupação de hospitais também dificulta os encaminhamentos

Saúde

por Lucas Maciel

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O último grande mutirão de cirurgias foi para pessoas com catarata e ocorreu em 2017 no Hospital Regional do Sudoeste em Francisco Beltrão
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Não é de hoje que a fila para a realização de cirurgias eletivas é um problema para os gestores de saúde dos municípios brasileiros. Com a pandemia de coronavírus a situação não só se agravou como dificultou ainda mais o controle da demanda.

Eletivo é o termo usado para designar procedimentos médicos não considerados de urgência ou emergência e que são, geralmente, programados.

Até pouco tempo atrás a dificuldade era de recursos para contratar profissionais especializados e até mesmo a falta de estrutura em hospitais do interior. As capitais acabavam sobrecarregadas e a fila andava lentamente. Atualmente a situação de recorrer aos grandes centros de saúde é uma alternativa devido à lotação dos hospitais e mesmo assim a demanda local nas capitais também segue alta com sintomáticos de Covid-19, dengue, vítimas de violência e outras síndromes respiratórias.

O secretário de saúde de Francisco Beltrão Manoel Brezolin, afirma que a dificuldade em adquirir os insumos está dificultando as ações dos gestores.

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Algumas especialidades continuam com uma fila grande de espera por vagas em hospitais para procedimentos cirúrgicos, principalmente na área de ortopedia. Além disso, outras áreas sofrem com a falta de profissionais especializados como explicou o secretário.

O Hospital São Francisco de Francisco Beltrão que continua sendo gerido pelo município, também registra alta ocupação e a maioria dos pacientes em situação grave são encaminhados para outros centros de saúde.

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O Hospital Regional de Francisco Beltrão está com 95% de ocupação dos leitos gerais e 100% dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) permanecem ocupados com vítimas de violência, traumas relacionados à acidentes, casos de dengue e síndromes respiratórias. Segundo a diretora do hospital, Cíntia Ramos, explica que essa demanda inviabiliza a realização de cirurgias eletivas em grande volume.

Um dos itens em falta são os contrastes utilizados para a realização de exames de imagem e as indústrias responsáveis pela produção estão com filas de espera de hospitais para fornecer o material.

O setor de urgência e emergência continua recebendo diariamente um grande número de pacientes e a unidade regional de Francisco Beltrão é considerada o ponto final para os pacientes com situação mais grave.

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