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07 de agosto de 2026
Rádios
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EUA confirmam novas tarifas sobre o compensado palmense

Nova taxação de 25% começa a valer no dia 22. Alguns produtos serão isentos, mas o compensado não está entre eles.

Economia

por Guilherme Zimermann

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Foto: Divulgação/Sudati
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O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (15), a aplicação de tarifas adicionais de 25% a produtos brasileiros, entre eles, a madeira compensada fabricada em Palmas, Sul do Paraná.

A decisão decorre de uma investigação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, com base em um mecanismo que permite ao governo americano apurar e combater possíveis barreiras comerciais em outros países. O governo de Donald Trump afirma que o Brasil adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os EUA, citando temas como o sistema de pagamentos PIX, o acesso ao comércio de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria.

Alguns produtos brasileiros não sofrerão a aplicação das novas tarifas, como petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose. Porém, o compensado de pinus não entrou na lista de isenções e terá a nova taxação, que entra em vigor a partir do dia 22 de julho.

A confirmação de um novo tarifaço ocorre no momento em que o setor madeireiro buscava reagir após as taxações aplicadas ao longo de 2025 e que foram derrubadas pela Justiça dos Estados Unidos em fevereiro deste ano.

Em abril de 2025, foram anunciadas as chamadas tarifas recíprocas, incluindo uma taxa adicional de 10% sobre produtos brasileiros. Em julho, um novo aumento de 40% elevou a alíquota total para 50%, afetando diretamente o comércio exterior brasileiro.

Em Palmas, o impacto foi imediato. Durante o período de vigência das tarifas, diversas empresas precisaram reduzir custos, inclusive com demissões, diante da queda nas exportações.

Após a decisão da Suprema Corte, clientes norte-americanos voltaram a procurar as indústrias brasileiras e houve aumento nos pedidos. Porém, o setor ainda sentia os efeitos da crise e a retomada exigia mais tempo.

Exportações de compensado de Palmas voltam a reagir após derrubada do tarifaço dos EUA

Em 2025, o setor madeireiro de Palmas exportou quase US$ 171 milhões, sendo US$ 59,7 milhões aos Estados Unidos, valor um pouco menor que o exportado em 2024, que foi de US$ 66,5 milhões. No primeiro semestre de 2026, as exportações de compensado para os EUA somaram US$ 35 milhões, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Representantes do setor estiveram nos Estados Unidos na última semana, participando de audiência pública para debater a nova proposta de tarifas. Diretores da Abimci (Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente) avaliaram as reuniões de forma positiva, destacando o aspecto técnico dos debates, havendo uma expectativa favorável, o que não se confirmou.

Setor madeireiro está animado para isenção de tarifas após audiência nos Estados Unidos

Em nota divulgada nesta quinta-feira (16), a Abimci lamentou o desfecho anunciado pelos Estados Unidos, enfatizando que a decisão representa um duro impacto para o setor madeireiro que ainda buscava se recuperar após as tarifas anteriormente aplicadas pelos Estados Unidos.

A entidade reformou que uma relação comercial estratégica como a do Brasil e os Estados Unidos deveria ser conduzida com base em critérios técnicos, econômicos e comerciais. No entendimento da associação, seria necessária uma atuação mais efetiva do governo brasileiro na negociação.

[Grupo RBJ de Comunicação] EUA confirmam novas tarifas sobre o compensado palmense
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