Esquema de exploração sexual é desmontado na região de Realeza
Notícias de Francisco Beltrão, Palmas e da região Sudoeste do Paraná
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por redação
Por Evandro Artuzi (10h06)
A gerente de um Motel localizado na rodovia PR 182, entre Realeza e Ampére, foi presa na noite desta quinta-feira (16) durante operação montada pela Polícia Civil em conjunto com o Ministério Público de Realeza.
A gerente, Salete Fátima da Silva, foi presa em flagrante por Favorecimento à Prostituição e Manter casa de Prostituição (artigos 228 e 229, ambos do Código Penal). Salete e o proprietário do Motel começaram a ser investigados pelo Ministério Público e Polícia Civil há mais de trinta dias a partir de denúncias feitas à promotora da Comarca, Drª. Fernanda da Silva Soares. Com auxílio do Poder Judiciário foi conquistada autorização para monitorar o Motel 24 horas e, em poucos dias, foi possível confirmar as denúncias.
Conforme constatado, o proprietário e a gerente aliciavam diariamente inúmeras mulheres de várias cidades do Sudoeste do Paraná, para exploração sexual utilizando o Motel como local de prostituição, tudo extremamente organizado.
Como funcionava o esquema:
As pessoas ligavam para o Motel, nesse caso os contatos em sua maioria eram feitos com a gerente, procurando garotas de programa. Os aliciadores informavam, então, quais mulheres estavam à disposição e os clientes escolhiam a mulher desejada tendo que fazer o programa no próprio Motel. Quando necessário, o proprietário do Motel passava na casa das garotas e as levava para o programa.
De acordo com o delegado de Realeza, Matheus Araujo Laiola, quando a polícia chegou na tarde desta quinta-feira (16) executou a prisão em flagrante a gerente Salete Fátima da Silva, além de encontrar 06 (seis) garotas a espera de clientes, que chegaram em poucos minutos. Todos foram encaminhados a Delegacia de Realeza para prestar esclarecimentos.
As garotas de programa, assim como a maioria dos clientes, confirmaram que o Motel servia de ponto de encontro para prostituição. O proprietário não estava no local no momento das abordagens, entretanto compareceu logo em seguida acompanhado por seu advogado.
Como a apresentação espontânea impede a Prisão em Flagrante, não foi dado voz de prisão a ele, sendo solicitada pelo delegado e pela promotora sua prisão preventiva, que deve ser analisado pelo Poder Judiciário.
O delegado Matheus Araujo Laiola destaca que a operação só foi possível graças ao bom relacionamento entre Polícia Civil e Ministério Público. Agora a Polícia Civil tem 10 (dez) dias para finalizar o procedimento investigativo e encaminhá-lo ao Fórum de Realeza.