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10 de outubro de 2026
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Especialista alerta pais e profissionais sobre automutilação entre jovens

Dr. Roberto Schiir explica sinais, fatores de risco e a importância de buscar ajuda diante da automutilação

Saúde

por Jack Jr

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Foto: Jack Jr/RBJ
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Nesta quarta-feira (17), o Brasil marca pela primeira vez o Dia Nacional de Prevenção à Automutilação. A data foi instituída para ampliar a conscientização sobre o comportamento autolesivo e reforçar a importância da identificação precoce e da busca por ajuda.

A automutilação entre crianças, adolescentes e adultos jovens é um comportamento que exige atenção de familiares, escolas e profissionais de saúde. O tema foi discutido em entrevista à rádio Onda Sul, com o psiquiatra Dr. Roberto Schiir, que destacou a importância da identificação precoce e da busca por tratamento.

Segundo o especialista, a automutilação, também chamada de autolesão ou comportamento autolesivo não suicida, está frequentemente relacionada à tentativa de lidar com situações de intensa angústia, ansiedade e sofrimento emocional. O comportamento pode ocorrer de diferentes formas e nem sempre está associado à intenção de cometer suicídio.

Durante a conversa, o Dr. Roberto explicou que a prática é mais frequente da infância à adolescência e no início da vida adulta. Ele também chamou atenção para fatores que podem aumentar a vulnerabilidade, como bullying, traumas na infância, conflitos familiares, abandono e diferentes formas de violência.

Outro ponto destacado foi o papel do ambiente digital. De acordo com o psiquiatra, jovens em situação de vulnerabilidade podem encontrar na internet pessoas que ofereçam atenção, mas também que estimulem comportamentos autolesivos. Por isso, a orientação é que pais e responsáveis acompanhem o que os filhos acessam e mantenham uma postura ativa de diálogo.

Para identificar possíveis sinais, a família também pode observar mudanças no comportamento, queda no rendimento escolar, faltas e isolamento. A escola e a universidade, segundo o especialista, também podem ser espaços importantes para identificar situações de sofrimento e encaminhar o jovem para ajuda profissional.

A entrevista completa, com a participação do psiquiatra Dr. Roberto Schiir, pode ser acompanhada no vídeo abaixo.

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