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09 de dezembro de 2025
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Engenheiro alerta para aumento de desastres e defende criação de cidades resilientes no Paraná

E destaca a importância de ambientes seguros nas casas e medidas urgentes para preparar os municípios

RBJ TV e Especial Publicitário

por Deise Bach

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Foto: João Antonio Franz
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A Entrevista do Dia recebeu nesta semana, o engenheiro Vinícius Perin, então presidente da Sudenge, para tratar da crescente ocorrência de eventos climáticos extremos e da necessidade de estruturar cidades resilientes no Paraná. O tema ganhou força após as tragédias no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e, mais recentemente, o tornado de magnitude EF4 que devastou Rio Bonito do Iguaçu, com ventos acima de 330 km/h.

Perin explicou que regiões como o Oeste e Sudoeste do Paraná já possuem influência natural de ventos fortes, o que é previsto em projetos estruturais, especialmente em edifícios altos. No entanto, fenômenos como o tornado de Rio Bonito do Iguaçu ultrapassam a capacidade de suporte de qualquer construção padrão. “Não é erro de projeto ou material ruim — é força da natureza muito acima do que qualquer estrutura convencional suportaria”, destacou.

Estruturas mais seguras e revisão de projetos

O engenheiro defendeu uma revisão das normas para obras públicas e a criação de estruturas que permaneçam de pé em eventuais colapsos. Ele citou o caso das escolas destruídas em Rio Bonito, que não possuíam laje, e lembrou que Santa Catarina já exige a construção de bunkers em novas escolas.

Nas residências, Perin reforça a necessidade de prever um ambiente seguro, como um banheiro bem estruturado com laje e paredes reforçadas, capaz de proteger vidas em situações extremas. Segundo ele, o custo é acessível e a medida tem salvado famílias inteiras.

Planejamento urbano e cidades resilientes

Perin destacou que o Brasil não está imune a eventos extremos e que os municípios precisam se preparar. Entre as medidas, citou:

  • Planejamento urbano e ambiental eficiente
  • Criação de parques e bolsões verdes para reduzir impacto de chuvas e ventos
  • Crescimento urbano ordenado
  • Planos de emergência e sistemas de alerta mais avançados

Ele lembrou que Curitiba é referência nacional em planejamento resiliente, com soluções que reduzem risco de enchentes e ondas de calor.

Reconstrução em Rio Bonito do Iguaçu

A Sudenge e o sistema CREA atuam desde o segundo dia após a tragédia. O CREA elaborou mais de 3 mil laudos, e já foram doadas 320 casas pré-fabricadas às famílias afetadas. As estruturas, montadas em placas, aceleram a retomada das moradias.

Orientações à população

Perin reforçou que quem pretende construir deve procurar orientação profissional, evitar economias arriscadas, prever drenagem em áreas sujeitas a alagamentos e sempre priorizar a segurança. “Nem sempre podemos evitar o dano material, mas podemos salvar vidas”, concluiu.

Ao final da entrevista, o engenheiro informou que encerrará seu mandato como presidente da Sudenge, e Diego Faenello assumirá a gestão em janeiro de 2026.

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