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Willian do Prado, com grupo de brasileiros na Université de Technologie de Compiègne (UTC), na França.

O curso de Engenharia Ambiental da UTFPR de Francisco Beltrão passa a ofertar mais uma oportunidade aos estudantes da graduação. Agora, além de fazer parte do curso na França, eles também podem optar por estudar em Portugal e obter a dupla diplomação. Ela permite ao formado que tenha um diploma válido tanto no Brasil quanto nos países integrantes da União Europeia e é um dos grandes diferenciais da universidade.

O acordo assinado nesta semana é com o Instituto Politécnico de Bragança (IPB), em Portugal. A seleção dos dois primeiros alunos da Engenharia Ambiental para o IPB deve acontecer ainda neste semestre. Para a coordenadora da Engenharia Ambiental, Denise Andréia Szymczak, “é uma grande oportunidade para os alunos estudarem no exterior, conhecerem culturas diferentes, aprenderem novas línguas, sem contar todos os benefícios de um duplo diploma proporciona.”

O curso também possui a dupla diplomação com a Université de Technologie de Compiègne (UTC), na França. Um dos alunos selecionados para o programa em 2016, Willian Felipe do Prado, concluiu os créditos e foi contratado por uma empresa na Bélgica que realiza trabalhos no mundo inteiro.

Experiência

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Willian do Prado, com grupo de brasileiros na Université de Technologie de Compiègne (UTC), na França. Ele foi contratado por uma empresa com sede na Bélgica, após abraçar a oportunidade que a UTFPR proporcionou. Crédito: Assessoria.

Willian está finalizando os trâmites administrativos e receberá o diploma de Engenheiro Ambiental no Brasil e de Engenheiro de Processos na França (válido para todos os países que integram a União Europeia). Ele conseguiu estágio em uma empresa que trabalha com tratamento de solos poluídos na Bélgica e foi contratado. “Em seis meses de estágio passei 13 semanas em um terreno na Itália, agora vou passar um tempo no escritório em Bruxelas e vou para um novo projeto em Singapura”, comemora.

Sobre as principais dificuldades encontradas ele conta que foram no curso mesmo e não com a língua como muitos imaginam. “Não precisa ter medo da língua, o francês é muito mais fácil que o inglês para quem já fala uma língua latina, pois tem várias raízes em comum. É claro, que é preciso fazer uma imersão, como assistir filmes em francês, ouvir música, rádio e estudar, mas o cérebro se acostuma a pensar em francês, em seis meses já estava preparado para assistir as aulas de engenharia”, afirma Prado.

Além de todo o aprendizado científico e profissional Willian ressalta o convívio com pessoas de outros países, o que o oportunizou a aprender um pouco mais sobre diversas culturas e outros idiomas. “Além do francês, aprendi espanhol nos dois anos em que morei em uma residência estudantil na França com vários latinos, aprendi italiano na UTC e no tempo que trabalhei na Itália, e mesmo a França não sendo um país muito anglofone, acabo usando o inglês muito mais do que no Brasil, com as pessoas de fora que não falam bem francês”.

Conselho

Aos interessados em seguir a dupla diplomação Prado dá o seguinte conselho “é importante participar de todas as oportunidades que a UTFPR proporciona. Projetos de Iniciação Científica, monitoria, extensão e manter um bom coeficiente já que tudo isso conta bastante na seleção”.

Os cursos de Engenharia de Alimentos e de Engenharia Química também possuem acordo com a UTC e a aluna da Química Roberta Hergessel De Castro está na França.