Foto: Tiago Tavares
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Foto: Tiago Tavares

Em assembleia realizada na manhã de sábado (18), em Curitiba. Os professores da rede estadual de ensino optaram pela suspensão da greve. Mais de 2 mil educadores de todas as regiões do estado participaram do ato, o qual foi decidido também à continuidade da mobilização.

Para o presidente da APP-Sindicato, Hermes Silva Leão, “é um período histórico no Brasil. A nossa categoria está reconhecida nacional e internacionalmente pela resistência. No Paraná, vamos continuar resistindo às imposições do governo do Estado, com o apoio da sociedade contra esse projeto autoritário que recai na comunidade escolar”.

A greve iniciou após assembleia realizada na cidade de Maringá, no dia 11 de fevereiro. O impasse ocorre entre o governo do estado com a categoria, quando foi aprovada a resolução 113/2017, que muda a distribuição de aulas, penaliza professores que tiveram licença médica em 2016 e diminuição da hora atividade.
Desde essa data, aconteceram aulas com duração de 30 minutos, debates com a comunidade escolar sobre os problemas da educação e a luta de pautas nacionais como a Reforma do Ensino Médio e as mudanças da Previdência Social.

Alinhado com outras mobilizações a nível nacional, no último dia 15, a greve tomou outras proporções. Em várias cidades brasileiras aconteceram manifestações contra as medidas adotadas pelo Governo Federal. Aproximadamente 1 milhão de alunos do Paraná ficaram sem aulas.

Pauta da mobilização que continua no Paraná:

– Reforma da Previdência e Trabalhista: serão intensificadas as reuniões com os(as) deputados(as) federais para cobrar um posicionamento sobre a atual proposta do fim da aposentadoria e da Reforma Trabalhista;

– Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE): indicação do ato nacional e paralisação nos dias de votação das contrarreformas Previdenciária e Trabalhista;

– Atos públicos conjuntos com os movimentos sociais contra as reformas Previdenciária e Trabalhista;

– Ação conjunta com os(as) estudantes pela não implementação do Ensino Médio no Paraná;

– Exposição da imagem do governador Beto Richa (PSDB), que não cumpre a lei e não dialoga com a educação;

– Mostrar o envolvimento do governo do Estado em denúncias de desvio de recursos públicos;

– Estabelecer a contagem regressiva para o fim do mandato do governo Beto Richa;

– Continuar a interlocução com os movimentos sociais e a comunidade formando comitês de mobilização;

– Audiência Pública sobre as práticas antissindicais;

– Continuar as “recepções” ao governador, entregando carta com a pauta da educação e cobrando abertura de negociação;

– Bancas e tendas em locais públicos com demais sindicatos e movimentos sociais para mobilizar a população do Paraná diante da pauta nacional, das maldades do Beto Richa e em defesa da educação pública;

– Reunião com a comunidade escolar para debater as reformas Previdenciária e Trabalhista.