No começo desta semana, acadêmicos do quinto ano do curso de medicina da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná) estiveram na Câmara Municipal de Vereadores para debater e pedir a intervenção de autoridades. O curso enfrenta problemas com a falta de médico professor. Com essa situação, alunos do são afetados porque não podem fazer o estágio.

“Agora no quinto ano as coisas desmoronaram de um jeito que a gente não esperava. Fizemos reuniões com hospitais e chegou na última semana antes de começar o nosso internato, alguns hospitais declinaram, ficamos sem estágio em algumas áreas e estamos passando por esse processo de não ter estágio e nosso ensino estar comprometido”. Comenta a acadêmica, Poliana Cecílio.

O assunto é delicado, o curso é uma das grandes conquistas da região, em especial para Francisco Beltrão. Atualmente o Hospital Regional absolve a maioria dos estágios, mas boa parte dos estudantes tem que se deslocar para Marmeleiro, Verê, Pato Branco e Santa Izabel d’Oeste.

Para o Presidente do Centro Acadêmico de Medicina, Gersino Ribeiro caso não seja resolvido, o próximo vestibular para medicina deve ser cancelado, “a gente encaminhou ao conselho Universitário e ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da Unioeste um pedido de suspensão do vestibular porque a nossa visão é que se os problemas não forem solucionados, além desse colapso de falta d e vagas de estagiários, mais alunos seriam prejudicados”.

A Chefe da 8ª Regional de Saúde, Cintia Ramos esteve na Rádio onda Sul FM, hoje (09) e falou que não é de competência da Secretária Estadual de Saúde a contratação de médicos professores. “Esse professor preceptor é uma responsabilidade da Secretaria de Ciência e Tecnologia”.

A reunião entre os estudantes, universidades, representantes do estado e do município acontece nesta sexta-feira, às 8h30 no gabinete do prefeito Cleber Fontana. Depois uma nova reunião será realizada em Curitiba. “Teremos uma reunião de alinhamento regional entre as partes envolvidas Unioeste, Hospital Regional, representantes da prefeitura e nos responsabilizando com o que cada entidade tem que fazer. Mas o fato realmente é que faltam professores preceptores”. Frisa Cintia.