Como tudo nesta pandemia, a educação também teve que se reinventar. Esta semana, a Rede Estadual de Ensino fecha o segundo trimestre letivo, com grandes avanços mas também muitos desafios. As aulas presenciais no estado estão suspensas desde março, e desde abril, as atividades devem ser entregues pela internet e em materiais impressos retirados nas escolas.

Em entrevista à rádio Onda Sul, a chefe do Núcleo Regional de Educação de Francisco Beltrão, Lurdinha Bertani, disse que a adaptação no foi difícil, já que o novo modelo de aprendizagem não foi uma opção, mas sim uma situação emergencial imposta não só aqui, mas em todo o mundo. “Já estamos no sexto mês desta forma, os diretores, os professores, equipe pedagógica, alunos, tivemos que nos reinventar, usar mais a tecnologia e estamos aprendendo ainda”.

A professora fez questão de lembrar, que o ano letivo está acontecendo e que o período não pode ser encarado como uma etapa de férias. Segundo ela, nesta semana, os professores estão preparando os conselhos de classe para encerrar o trimestre e concluir as avaliações dos alunos.

Além da forma remota, pelas plataformas digitais disponibilizadas, os alunos também podem retirar os kits impressos na escola. Ela destaca que o acesso é para todos, tanto na forma remota quanto escrita, é através desses meios que os alunos são avaliados e a presença validada.

“Aqueles alunos que não estavam participando, de nenhuma das opções, com certeza a escola está fazendo a busca ativa, nós temos o apoio das redes de proteção, conselho tutelar, promotoria, toda comunidade se envolvendo, porque todo mundo entende que, a educação é direito do aluno, mas é dever dele também”.

Ainda conforme a professora, os resultados dessa busca ativa foram satisfatórios, já que a adesão às aulas remotas, na área abrangente do NRE, é superior aos 95%.  Por outro lado no Estado, segundo a Secretaria Estadual de Educação (Seed) do Paraná, cerca de 90 mil alunos da rede estadual correm risco de evasão escolar durante a pandemia. De acordo com dados da secretaria, 9,75% dos cerca de 1 milhão de estudantes estão sem entregar atividades há mais de 20 dias.

Acompanhe na íntegra: