Em levantamento realizado pelo Tribunal de Contas do Paraná (TCE-PR), o município de Palmas, Sul do Estado, aparece apenas na posição 382 – entre os 399 municípios paranaenses – em investimento na educação básica. Segundo os índices apontados pelo órgão, o município investe R$ 3.996,36 por aluno/anualmente. Porém, na análise do TCE, o município é um dos mais eficientes nas despesas com educação. Os dados servirão para  uma auditoria que avaliará se as prefeituras estão cumprindo com as metas estipuladas pelos planos de educação nacional e estadual.

O Tribunal criou dois índices: o de Eficácia da Educação Municipal e Eficiência da Despesa Municipal em Educação. Para o primeiro, são utilizados quesitos como matrículas na educação infantil, oferta de ensino integral, nota no Ideb e formação de professores. Desses dados, foi analisado o gasto municipal por aluno em 2014, resultando no indicador de eficiência da despesa. Por ter sido iniciado em 2015, a pesquisa utiliza dados do ano anterior.

No índice de Eficácia da Educação, Palmas está na posição 284 no Estado,  com um índice de 0,670 – o índice varia entre zero e um, quanto mais próximo de 1, mais eficaz é o município. No percentual de alunos das séries iniciais com idade adequada, o município tirou nota 0,894. Sobre o percentual de professores com ensino superior, 0,844. Sobre a qualidade do ensino, baseado nas notas das séries iniciais no Ideb, o desempenho foi 0,723. Por sua vez, no índice de crianças que estudam em tempo integral, os números caem para 0,440. No percentual de estabelecimento com estrutura adequada, a nota foi de 0,450. Jás sobre o percentual de crianças com até 5 anos matriculadas, o município tirou nota 0,670.

Com todos os dados levantados, o município chegou a um índice de 0,818 na Eficiência da Despesa Municipal em Educação. Considerando esse dado, Palmas aparece na posição 26 no Paraná. A partir do segundo semestre, o Tribunal de Contas vai publicar a demanda por vagas nas creches e pré-escolas de cada município, para verificar como anda a universalização do ensino infantil. A partir do início de 2016, a matrícula das crianças com 4 anos tornou-se obrigatória.