Pesquisadores, acadêmicos, docentes e profissionais da área da saúde participam na próxima segunda-feira (20), a partir das 19h30, no auditório da biblioteca do Campus Palmas do Instituto Federal do Paraná (IFPR), de uma mesa-redonda sob a temática “Roedores e Hantavirose: evolução, ecologia, biossegurança e saúde”. O evento é organizado pelo colegiado de Ciências Biológicas do IFPR.

Estarão presentes a bióloga da Secretaria de Saúde do Paraná, Gisélia Rubio, a pesquisadora da Universidade Federal do Paraná, Dra. Liliani Marília Tiepolo, o professor do IF Palmas, Dr. Jânio Cordeiro Moreira, e o pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz, Dr. Paulo D’Andrea, que abordarão diversos pontos em torno da temática do evento.

Antes do evento, durante o período da tarde, estão previstas visitas em áreas amostrais, como a Estação Ecológica da Mata Preta, em Abelardo Luz, Oeste de Santa Catarina, onde serão coletados materiais para pesquisa.

A região Sul paranaense apresenta um dos maiores índices de diagnóstico de Hantavirose do Estado, principalmente nas áreas rurais, sobretudo nos locais de atividade de extração madeireira.

Ela é provocada pelo hantavírus encontrado em ratos silvestres. Os principais sintomas da doença são febre acima de 38 graus, dores musculares e dificuldade de respirar.

A contaminação se dá quando a pessoa respira poeira com restos de fezes, urina ou saliva de ratos contaminados. A transmissão ocorre quando a pessoa frequenta ambientes fechados onde existem ratos contaminados, ou ainda pela ingestão de alimentos ou água contaminada.

Não existe vacina contra a doença. A única forma de evitar a doença é seguir recomendações como evitar deixar a casa fechada por muito tempo, manter a grama sempre aparada; não deixar madeira, lixo ou folhas acumuladas perto da casa; evitar comer frutos caídos ou próximos do chão; tapar todas as frestas e buracos por onde ratos podem passar, etc.