A greve dos professores da rede estadual de ensino teve adesão de cerca de 80% das escolas estaduais do Paraná. Os números foram levantados pela APP-Sindicato, que representa a categoria, e somam as instituições onde houve paralisação total e parcial nesta terça-feira (25).

Os trabalhadores argumentam que estão há quatro anos sem recomposição salarial. A defasagem, segundo eles, chega a 17%. A categoria pedia ao governo pelo menos a reposição da inflação oficial dos últimos 12 meses, calculada em 4,94% segundo o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor).

Os servidores da educação devem seguir de braços cruzados nesta quarta-feira (26). Pela manhã, no primeiro ato da greve, o comando unificado dos servidores (que reúne representantes de diversas categorias, além dos professores) se reuniu para avaliar o pedido do governo por um prazo maior para apresentar propostas às categorias.

De acordo com representantes das categorias, as negociações se arrastam desde março, quando o governo teria feito a promessa de apresentar uma proposta em 30 dias. O prazo não foi cumprido.

Os servidores não deram indícios de que pretendem voltar às atividades nesta quarta-feira (26). No segundo dia de greve, a concentração em Curitiba será a partir das 9h, em frente ao Palácio Iguaçu, no Centro Cívico. Às 10h haverá um debate sobre reforma da Previdência.

O governo deve receber representantes dos servidores para uma reunião de negociação marcada para 11h. Às 15h, servidores se reúnem em frente a sede da Secretaria da Fazenda para realizar um ato em defesa do serviço público. A manifestação vai continuar com uma caminhada até a Boca Maldita, no centro da capital. O ato deve ganhar o reforço de dirigentes da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

Fonte: Paraná Portal