"Em relação ao orçamento 2016, isso representa um corte de quase R$ 1,1 milhão", afirma Martignoni
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“Em relação ao orçamento 2016, isso representa um corte de quase R$ 1,1 milhão”, afirma Martignoni

O corte de 21% no orçamento do Campus Palmas do Instituto Federal do Paraná, anunciado na última semana, representará a redução em mais de R$ 1 milhão no caixa da instituição para o próximo ano, comparado ao orçamento de 2016. A informação foi repassada pelo diretor geral do Campus, professor Luciano Martignoni, que lamentou a decisão do Governo, que afeta toda a rede federal de ensino. Destacou que no âmbito do IFPR, o corte foi, em média, de 30%, mas pelas características da unidade de Palmas, a redução foi um pouco menor.

Salientou que os recursos do próximo ano estarão concentrados no funcionamento do Campus, como pagamento de despesas de água, energia elétrica e serviços terceirizados. “Infelizmente, esse corte afeta justamente a área de investimentos, principalmente na infraestrutura”, comentou.

A direção tem buscado contato com deputados federais que representam a região, na tentativa de buscar, junto ao Ministério da Educação ou por meio de emendas parlamentares, os recursos necessários para as obras estruturais do Campus, que precisa passar por adequações para acessibilidade, e para a construção de um bloco central, que concentrará os serviços administrativos e liberando mais salas de aula, uma vez que no período noturno o espaço já está esgotado. “Uma obra dessa (construção do bloco central) gira em torno de R$ 5 milhões, valor que nós já discutimos com a reitoria, o próprio reitor reconheceu essa necessidade, mas o Instituto como um todo, nos seus 25 campi, têm menos de R$ 3 milhões para investimentos. O que nos resta é buscar recursos por meio de fontes extraorçamentárias”, afirma Martignoni, anunciando que através de recursos próprios do Campus, estará sendo realizada a reforma na casa de força e adequações na parte elétrica, além de ajustes no sistema de prevenção de incêndios e obras pontuais na acessibilidade.

Conforme o diretor, a busca por recursos junto aos representantes da região também se justifica pela atuação social do Campus Palmas, que conta atualmente com 2,1 mil acadêmicos de municípios do Sudoeste do Paraná e do Oeste de Santa Catarina, além de estudantes de outras regiões do país, que conseguiram o acesso ao ensino superior por meio do Instituto. “Para o próximo ano vamos nos aproximar de 2,4 mil alunos, para um município como Palmas, que tem cerca de 48 mil habitantes, uma instituição que tem mais de 2 mil alunos é algo muito significativo e isso justifica o investimento. Por isso estamos atrás dos nosso políticos, para que eles atuem socialmente e que contribuam com a consolidação da nossa instituição em Palmas”, destaca.

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