O Conselho Estratégico Social (CES) da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) está promovendo um ciclo de audiências públicas, em preparação à II Audiência Pública da UFFS. Nessa terça-feira (21), foi realizado o evento do Campus Realeza, na Associação de Estudos, Orientação e Assistência Rural (Assessoar), em Francisco Beltrão. Representantes de sete entidades da região Sudoeste participaram do debate sobre o papel da instituição, além de apontarem estratégias para o desenvolvimento da universidade nas comunidades.

O presidente do CES, Inácio José Werle, avaliou que, apesar do evento não contar com a massiva participação de movimentos sociais, a qualidade do debate não foi prejudicada, já que houve várias sugestões e opiniões. “Isso faz com que a gente possa pensar sobre toda a dimensão ideológica à respeito de uma universidade pública e popular que tanto almejamos. Tivemos intervenções que trouxeram problematizações que queremos levar para toda a sociedade com a responsabilidade de construir e concretizar a UFFS, além de promover o debate de expansão, que queremos fazer com bastante pé no chão”, ressaltou.

Na opinião do vice-reitor da UFFS, Antônio Inácio Andrioli, as diversas iniciativas adotadas pela instituição resumem o fortalecimento da educação popular que o conhecimento precisa estar contextualizado e ao mesmo tempo servir para as transformações das realidades nas quais a universidade se situa. “Essa orientação do movimento Pró-UFFS, como era chamado, foi consolidada e podemos observar isso nos cursos, na estrutura física, no ensino, pesquisa e extensão”.

Ainda segundo Andrioli, dentro desse mesmo contexto, também se consolida a tese da expansão de cursos. “Isso pressupõe que o novos cursos levem com consideração a demanda da região, por isso a participação dos movimentos e organizações sociais na definição disso, sintonizado com o espaço para prática e sua futura inserção no desenvolvimento da região é tão importante”, finalizou.

De acordo com o diretor do Campus Realeza, José Oto Konsen, o encontro possibilitou a avaliação do processo de implantação da UFFS e o redimensionamento das ações na perspectiva da expansão. “A audiência possibilita sincronizar os entendimentos e as ações para que a audiência final, em Erechim, se torne um momento de repactuação entre movimentos sociais e a universidade, com vistas a desenhar a projeção do futuro da instituição de acordo com as grandes demandas regionais”, salientou.

Além de representantes da UFFS, participaram do evento representantes da Emater, Cresol, Sebrae, Assessoar, Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf-Sul), Núcleo Regional de Educação de Francisco Beltrão e Sindicato de Trabalhadores Rurais de Planalto, Francisco Beltrão, Salto do Lontra e Marmeleiro.