Em reação contrária à proposta do governo de reajuste de 5,09% parcelado até 2022, o movimento grevista do funcionalismo público do Paraná ganhou adesões em Palmas, Sul do Estado, principalmente entre os profissionais do setor educacional.

Das oito instituições de ensino estaduais do município, pelo menos quatro paralisaram totalmente suas atividades: Colégio Estadual Sebastião Paraná, Colégio Estadual Alto da Glória, Colégio Estadual Monsenhor Eduardo e Colégio Estadual Quilombola Maria Joana Ferreira.

Os colégios estaduais  Indígena Segso Tanh Sa, Dom Carlos, Padre Ponciano, devido ao número reduzido de professores em greve, seguem com suas atividades normais. Não há informações sobre o movimento no Colégio Estadual do Campo Paulo Freire.

Na última quarta-feira (03), em pronunciamento oficial, o governador Carlos Massa Ratinho Junior apresentou proposta de reajuste geral salarial de 5,09% aos servidores, parcelado em quatro anos.

O primeiro pagamento, de 0,5%, seria feito a partir de outubro deste ano; 1,5% a partir de março de 2020; 1,5% a partir de janeiro de 2021 e 1,5% a partir de janeiro de 2022. As duas últimas parcelas, porém, ficam condicionadas ao crescimento da receita do Estado em 6,5% e 7%, respectivamente, em relação ao ano anterior.

O Fórum das Entidades Sindicais (FES/PR) dos servidores públicos estaduais decidiu rejeitar a proposta e manter a greve. O governador Ratinho Júnior (PSD) reagiu afirmando que a mensagem encaminhada à Assembleia Legislativa na última quarta-feira é a “proposta final” do Executivo ao funcionalismo.

O fórum convocou novos atos públicos de protesto para a próxima semana em Curitiba, com manifestações no Centro Cívico, sede do governo paranaense.