O governo do Paraná anunciou nesta segunda-feira (26), que os Colégios Sebastião Paraná e Monsenhor Eduardo, em Palmas, poderão integrar o programa de colégios cívico-militares no Estado. Os colégios foram selecionados pela Secretaria de Educação e haverá uma consulta à comunidade escolar a partir desta terça-feira (27) para oficializar a indicação.

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Colégio Monsenhor Eduardo também foi selecionado para o programa (Foto: Arquivo/RBJ)

A nova modalidade de ensino funcionará com gestão compartilhada entre militares e civis em escolas do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e no Ensino Médio. As aulas continuarão sendo ministradas por professores da rede estadual, enquanto os militares serão responsáveis pela infraestrutura, patrimônio, finanças, segurança, disciplina e atividades cívico-militares. Haverá um diretor-geral e um diretor-auxiliar civis, além de um diretor cívico-militar e monitores militares.

Os objetivos detalhados do novo programa passam pela garantia do cumprimento das diretrizes e metas do Plano Estadual de Educação. Entre eles estão atuação contra a violência; promoção da cultura da paz no ambiente escolar; criação de novas possibilidades de integração da comunidade escolar; garantia da liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; e auxílio no enfrentamento das causas de repetência e abandono escolar.

A informação sobre a indicação do Colégio Sebastião Paraná para o programa havia sido antecipada ao Departamento de Jornalismo da Rádio Club na manhã desta segunda-feira, pela diretora da instituição, Olivete Franzon.

Conforme ela, deverão ser contempladas uma série de medidas, desde que haja anuência da comunidade escolar, ressaltando que o programa apresenta um conceito de gestão nas áreas educacional, didático-pedagógica e administrativa com a participação do corpo docente da escola e apoio dos militares.

A professora lamentou que candidatos a vereadores e a prefeitos estejam se aproveitando de uma situação incerta para assumir paternidade e tirar proveito do projeto local, que partiu exclusivamente da direção da escola, sem qualquer cunho partidário, sendo baseado em critérios técnicos e na realidade estudantil local.

Destacou que a demanda de escola cívico-militar surgiu da experiência do Projeto Patrulha Mirim que está em desenvolvimento no colégio há três anos. Ouça no player abaixo: