A Aula Magna do curso de Enfermagem da Universidade Paranaense – Unipar, Unidade de Francisco Beltrão, buscou esclarecer as vertentes de atuação da enfermagem na área obstétrica com ênfase na promoção e no resgate das características naturais e fisiológicas do parto e nascimento.

O assunto foi abordado pela enfermeira obstetra Joice Moreira Schmalfuss, que atualmente é professora assistente do curso de Enfermagem na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) – Campus Chapecó/SC e coordenadora da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras (Abenfo) – Núcleo Chapecó/SC.

Sublinhando a frase “mulheres sabem parir, bebês sabem nascer”, ela lembrou que, nos últimos anos, órgãos governamentais e profissionais de saúde têm manifestado crescente preocupação com o aumento no número de partos cesáreos e suas possíveis consequências negativas sobre a saúde materna e infantil.

Também enfatizou que o Ministério da Saúde (MS) reconheceu a legitimidade do termo ‘violência obstétrica’ para representar experiências vivenciadas durante o parto e nascimento que configurem maus tratos, desrespeito, abusos e uso de práticas não baseadas em evidências científicas. E entende que o respeito à autonomia das mulheres, o acolhimento e o cuidado seguro durante a atenção obstétrica e neonatal são fundamentais para redução da morbimortalidade destes grupos.

Joice disse que considera que a violência da imposição de rotinas, da posição de parto e das interferências obstétricas desnecessárias perturbam e inibem o desencadeamento natural dos mecanismos fisiológicos do parto. Destacando a importância do respeito a autonomia das mulheres durante a parição, mostrou vídeos e imagens que retratam a sua atuação em partos domiciliares.

 
Fonte: Unipar Francisco Beltrão.