Principal produto da representação palmense no mercado internacional, a madeira compensada sofreu queda de 21% no volume de exportações no mês de julho, em comparação ao mês anterior.

De acordo com o Ministério da Economia, em junho, foram exportadas 18 mil toneladas de madeira, contabilizando US$ 8,44 milhões. No mês seguinte, o volume foi de 14,26 mil toneladas.

A redução segue tendência nacional para o setor. Conforme a Abimci (Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente), as principais indústrias de compensados do país, parte delas sediadas em Palmas, iniciaram em julho, um processo de redução de suas produções.

Os fabricantes informaram à Abimci que adotaram novas medidas para intensificar a diminuição da produção, dentre as quais paradas anunciadas, concessão de férias coletivas, diminuição das horas trabalhadas durante o dia ou de dias trabalhados durante a semana.

A decisão das indústrias em diminuir o volume produzido acompanha o cenário mundial de aumento da oferta de compensado de pinus e demanda reduzida, em um momento no qual o mercado monitora com cautela questões internacionais como a taxação dos Estados Unidos a produtos chineses, Brexit, entre outros.

Além disso, segundo a Abimci, os empresários afirmam estar pressionados pelos custos produtivos do Brasil, principalmente os relacionados à matéria-prima, energia e aos fretes internos e marítimos.

Entre as empresas associadas à Abimci que adotaram medidas para a redução da produção estão as palmenses Argenta Bonotto e Cia Ltda, Indústria de Compensados Guararapes Ltda, Indústria de Compensados Sudati Ltda, Industrial Arbhores Compensados Ltda, Itamarati Indústria de Compensados Ltda e Marini Indústria de Compensados Ltda.

O Departamento de Jornalismo da Rádio Club FM manteve contato com a assessoria da presidência da Abimci e aguarda retorno.