A informação foi repassada ao jornalismo RBJ/Rádio Club AM na tarde desta terça-feira (29) pelo Diretor executivo da Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos (Abradilan). O governo autoriza o percentual acima da inflação pela primeira vez em dez anos. A previsão é de que as novas tabelas comecem a ser praticadas a partir do próximo dia 31 de março.

Conforme Geraldo Monteiro, é provável que o aumento que atingirá todos os medicamentos, de forma geral, não ocorra de forma imediata, mas que até a segunda semana do mês de abril já estejam em todas as farmácias de todas as regiões. “Não é um aumento pelas distribuidoras e sim um aumento motivado pela alta inflacionária” disse ele.

Para diminuição do impacto, o dirigente recomendou que os consumidores fiquem atentos e façam pesquisas em várias farmácias antes de compras os remédios. “Nós temos os chamados de referência, os genéricos e os similares. Todos tem o mesmo efeito, inclusive os colaterais, mas que apresentam grande diferença de preços entre um e outro”, recomendou.

Por outro aspecto, Monteiro destacou que a associação tem registrado queda na venda de medicamentos, provocados pela crise financeira que atinge a sociedade brasileira. “Estamos tendo um crescimento bem menor este ano em função do quadro econômico que passa o país”, avaliou. Em sua análise o aumento do desemprego tem diminuído o poder de compra da população que inclusive tem deixado de buscar tratamentos médicos por conta da situação e isso reflete na menor venda nas farmácias afetando toda a cadeia.

Relatou ao RBJ que dentre os medicamentos mais consumidos no país estão atualmente sildenafil, composição do Viagra; o conhecido como comercialmente como Neosaldinha, os  anticoncepcionais, anti-hipertensivo e para tratamento ao diabetes.

A Abradilan atualmente é responsável distribuição de 21% das unidades vendidas dos medicamentos no Brasil, e 28,7% dos medicamentos genéricos, chegando a 96% dos municípios do país, atendendo 71% das farmácias em todo território nacional. As 143 empresas distribuidoras associadas empregam 11.000 pessoas diretamente.