O importante complexo industrial madeireiro de Palmas, sul do Paraná, um dos maiores exportadores de compensados do país, sofrerá um aumento de 8,19% na tarifa de energia elétrica pela Copel, a partir deste sábado(24). O setor é um dos que terá que comprometer maior percentual do faturamento para pagamento da conta e viu  em três anos, o percentual destinado à conta de energia passar de 3,61% para 8,19%, um aumento de 126,8%. Os cálculos são da  Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep).

De forma geral, os industriais paranaenses passarão a pagar uma conta de energia, em média, 5,62% mais cara. A frente da indústria madeireira, está a metalúrgica que terá que destinar 8,39% das receitas para cobrir o custo de energia. Na análise da entidade, as  empresas de transformação terão, em média, 2,63% do faturamento comprometido com contas de energia elétrica.

Para o presidente da FIEP, Edson Campagnolo, o  aumento nas tarifas tira ainda mais a competitividade e cria mais entraves no ambiente interno e na concorrência com os produtos importados. “Hoje, boa parte das indústrias tem resultado operacional que não supera 3% de tudo que é comercializado”, avaliou.

O Dirigente vê como alternativas para as indústrias que possuem um forte impacto do item energia a compra de energia no mercado livre ou a geração própria para buscar ganho de competitividade. Hoje, o mercado livre de energia pode ser uma opção para os grandes consumidores ao oferecer o insumo 20% mais barato. Defende, por outro lado, buscar formas de produzir a própria energia, através da geração distribuída, também são soluções que podem trazer eficiência e sustentabilidade a longo prazo.