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Diretoria da ABIMCI em Palmas/PR

(Alencar Pereira/ Ivan Cezar Fochzato) Se por um lado os empresários do setor madeireiro estão comemorando a ampliação da participação da produção nacional nos mercados externo, por outro, começam a preocupar-se com o aumento do custo de produção; variação cambial e o ritmo da economia nacional. A análise de conjuntura  e os fatores foram apresentados pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente(ABIMCI), José Carlos Januário, que nesta semana reuniu empresas associadas para reunião dos comitês de compensados de Pinus, Tropical e Plastificados. No Auditório da ACIPA, em Palmas, sul do Paraná, debateram, analisaram e opinaram sobre a realidade e perspectivas do setor, mercados interno e externo.

Ao RBJ, Januário, destacou que atualmente o segmento ampliou consideravelmente a inserção de seus produtos nos mercados dos Estados Unidos, Europa e Caribe. O motivo foi que muitas empresas, de pequeno e médio porte, que produziam para o mercado interno, com a diminuição do ritmo da economia brasileira e da construção civil, direcionaram suas produções para o comércio exterior.

Para o dirigente, o que os empresários estão constatando  nos últimos meses é que o custo de produção vem aumentando e o dólar com cotação em queda, poderá ocasionar menor competitividade da indústria brasileira lá fora. A saída, segundo ele, é adotar medidas de revisão dos preços para que as empresas tenham condição de sobreviver e voltar a crescer.  Avaliou que o segmento cresceu muito desde que dólar saiu do patamar de R$ 2.00 para R$ 3.90.  A expectativa agora é que o mercado externo aumente a demanda, para que os empresários possam ter um melhor rendimento para cobrir a defasagem do custo de produção e variação cambial desfavorável.

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Para o presidente da ABIMCI a expectativa é que o mercado externo mantenha o ritmo de demanda da produção brasileira.

Revelou que atualmente, a indústria madeireira de Palmas é o maior polo produtor e exportador de compensados do pais, responsável por 33% de todo volume vendido ao mercado externo. Analisou que por conta disso , o município não enfrenta crise na mesma proporção que outras regiões, visto que há uma constante oferta de empregos e produção de riquezas. “Palmas tem que sentir orgulho disso. A comunidade, de repente, não tem a noção do que as empresas representam para o município. São empreendedoras que desafiam as crises em todas as épocas, gerando empresa e riquezas e sempre procurando dar sequencia ao futuro do segmento. Isso é um fato de alegria para todos nós que continuamos produzindo”, disse o empresário.