De cada R$ 100 que entram nos cofres públicos de todo o país (esferas federal, estadual e municipal), cerca de R$ 5,59 são tributos do Paraná. De acordo com o Impostômetro, o estado é responsável por 5,59% de todo o valor arrecadado com impostos e taxas no país, sendo que até ontem os paranaenses já haviam pago R$ 58,896 bilhões em impostos apenas 154 dias no ano de 2019.

Entre todas as unidades da federação, apenas São Paulo(37,39%), Rio de Janeiro (13,78%), Minas Gerais (7,05%), Distrito Federal (6,67%) e Rio Grande do Sul (5,67%) ficam na frente do Paraná no somatório das arrecadações dos tributos federais, estaduais e municipais.

A boa notícia é que iniciado o sexto mês do ano, os brasileiros podem ficar mais tranquilos. No último domingo se passaram os 153 dias que foram precisos para pagar tributos no país, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). “São tributos de todas as esferas que recaem sobre os rendimentos, patrimônio e muito sobre o consumo”, diz a advogada tributarista e vice-presidente do Instituto, Letícia Mary Fernandes do Amaral, explicando ainda que, desses 153 dias, 29 foram para ‘pagar a conta da corrupção’.

Nos últimos anos, contudo, o peso dos tributos tem aumentado no país. Em 2003, diz Letícia, o brasileiro destinava cerca de 36% de seus rendimentos para pagar impostos. Hoje esse valor já supera os 41%. Além disso, se em 1988 eram precisos 73 dias de trabalho para pagar impostos, desde 2017 são 153 dias proporcionaisde trabalho convertidos em contribuição ao governo.

Segundo a vice-presidente do IBPT, em comparação com países europeus o peso tributário brasileiro não é tão grande. A Dinamarca, por exemplo, tem uma das maiores cargas tributárias do mundo. “A grande diferença está na distribuição do investimento público, na devolução desse valor pago em serviços à sociedade brasileira, o que faz com que, além de pagar esses tributos, também tenhamos que pagar dobrado, uma vez que precisamos de educação, moradia, transporte e segurança”.

Por: Rodolfo Luis Kowalski/Bem Paraná.