A indústria madeireira de Palmas, sul do Paraná, precisará dispor de uma área 540 mil hectares de florestas cultivadas para atender um produtivo de 15 anos,  diante de um consumo anual de 36 mil hectares de árvores. O parque fabril local é o maior polo de produção e exportação de compensados do pais, responsável por 33% de todo volume vendido ao exterior. Atualmente, a indústria já é dependente de praticamente 50% da matéria prima vindas de outras regiões com distância de até 200 quilômetros, o que eleva o custo de produção e diminui a competitividade no mercado exterior. Os dados fazem parte de um levantamento da ABIMCI – Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente, realizado no ano passado, e visa ampliação da silvicultura em Palmas e municípios próximos.

Conforme o estudo, a capacidade instalada das fábricas de compensados de Palmas atualmente é de 47.500 m³ mensais. Isso representa um consumo de 114 mil toneladas de toras todos os meses. Anualmente o volume consumido é de 1,3 milhões de toneladas. Nesta microrregião, a florestas é de 44.638 hectares distribuídas nos municípios de Palmas, com 16.461,20 hectares;  Clevelândia, 3.976,10 hectares; Mangueirinha, 4.306,50; Honório Serpa, 1.048 hectares e  Coronel Domingos Soares, com 18.895,10 hectares.

A Abimci, salienta que é necessário desenvolver nesta região de Palmas projetos voltados para plantio em áreas consideradas improdutivas para outras culturas, mas que podem ser utilizadas para reflorestamentos. Defende que esta iniciativa deve ter maior participação dos atores do setor; das  empresas dos investidores  e das entidades de representação.

O levantamento aponta que o plantio de florestas terá mercado garantido, interna e externamente, diante da perspectiva de aumento do consumo per capita no Brasil, principalmente diante do déficit habitacional de 5,7 milhões de unidades. A entidade aposta na construção de casas em madeira (Wood Frame), considerado um sistema construtivo que vai revolucionar o uso da madeira no país. Dentre as principais vantagens desta modalidade, em relação ao modo convencional, está no ganho de escala e velocidade; inserção do sistema nos programas sociais do governo, menor curso e possibilidade de financiamento publico e privado.